MATO GROSSO
Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto recebe projeto de capacitação e empreendedorismo
MATO GROSSO
Pela primeira vez, a arte de transformar telhas de barro em artesanato vai sair do tradicional quintal da Dona Domingas, em São Gonçalo, para entrar em uma instituição penal.
Com patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e apoio da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) e Assembleia Legislativa, o Instituto Inclusão, Cidadania e Ação (INCA) lançou nesta sexta-feira (04.03) o projeto Telharte, na Penitenciária Feminina Ana Maria Couto, em Cuiabá.
O lançamento contou com apresentação de dançarinos do Grupo Flor Ribeirinha para 15 reeducandas presentes.
“A ideia principal é que elas aprendam a fazer artesanato em telhas, atividade que é uma extensão do quintal da Dona Domingas, um projeto social que trouxemos para dentro do presídio feminino de Cuiabá e, posteriormente, levaremos para todos os demais municípios que têm unidades femininas”, ressaltou a presidente do Instituto Inca, Cybele Bussiki.
Para a reeducanda A.P., de 38 anos, essa é uma oportunidade de aprendizado e empreendedorismo. “Nós erramos sim, mas temos o direito de aprender algo e que isso possa nos valorizar, nos fazer crescer e que nos traga perspectivas, independente dos erros que cometemos no passado. É um projeto muito interessante que vai nos dar novas oportunidades”.
O projeto prevê ainda palestras de empreendedorismo de marketing digital para que elas aprendam a vender o produto. “Pretendemos criar um selo em parceria com a Sesp-MT para que esses produtos cheguem em condições de serem comercializados. Futuramente, isso pode ser uma ação em nível de cooperativa”, acrescentou Bussiki.

O projeto terá duração de 90 a 120 dias e a proposta é ministrar aulas três vezes por semana. São 60 vagas, sendo 30 por turno. “É um sonho poder trabalhar com essas meninas e apresenta-las uma arte tão tradicional. E se Deus permitir, quero trabalhar muito tempo aqui com elas”, disse Edilaine Domingas, idealizadora do projeto.
Para o secretário adjunto de Administração Penitenciária da Secretaria de Segurança Pública, Jean Carlos Gonçalves, esse é só o início de uma longa e promissora parceria entre a Sesp-MT e o Instituto Inca.
“Temos mais 46 unidades penais no Estado com possibilidade de receber esse projeto. Então vamos fazer um trabalho sólido, com muito potencial. Enquanto eu estiver como secretário, o Instituto Inca tem um parceiro”, destacou o secretário.
“Acho que essa é uma grande oportunidade para sair da ilusão que é o mundo do crime e poder fazer algo que realmente tenha valor, que nos ajude a sermos pessoas melhores. Não sabemos o que vai ser do nosso futuro quando sairmos daqui, por isso é preciso valorizar esse projeto que tanto nos valoriza”, diz A.M., de 24 anos.
MATO GROSSO
Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.
Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.
A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.
Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.
Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.
“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.
Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.
Serviço
Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Horário: 28 de maio, às 19h
Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá
Entrada franca
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