MATO GROSSO
Paciente receberá R$ 150 mil após perder o rim por erro médico em Cuiabá
MATO GROSSO
Uma técnica de enfermagem, que teve o rim esquerdo “inutilizado” após um erro médico ocorrido na retirada do útero, vai receber mais de R$ 150 mil da clínica onde realizou o procedimento e da médica responsável pela cirurgia, I.G.A.. A decisão é do juiz da 7ª Vara Cível de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, e foi publicada nesta sexta-feira (18).
O processo que tramita no Poder Judiciário de Mato Grosso revela o drama de uma paciente que buscava tratamento médico para retirar seu útero, na realização de uma histerectomia – um procedimento indicado em diagnósticos de hemorragias, dores pélvicas, ou mesmo câncer.
A paciente, uma técnica de enfermagem moradora de Cuiabá, entretanto, não imaginava que o procedimento, realizado no ano de 2012, lhe custaria um rim (literalmente). “É fácil constatar, até mesmo pelo senso comum, que atingir, durante o ato cirúrgico, órgão estranho àquele objeto da operação, daí advindo sequela (retirada do rim esquerdo), absolutamente inesperada e atípica, não é resultado que normalmente se espera do médico cirurgião em situação similar”, ponderou o juiz.
Os autos revelam que, inicialmente, a histerectomia seria realizada por meio da vagina da paciente. Porém, o rompimento de um canal que liga o rim à bexiga, colocou em risco a vida da técnica de enfermagem, que após a primeira cirurgia, ainda teve que passar por outros dois procedimentos, no ano de 2012.
No período, a paciente foi acometida de 4 sepses (infecções generalizadas). “A lesão ureteral esquerda tem nexo causal com a realização da histerectomia, assim como a necessidade de reimplantação do mesmo na bexiga que, sem sucesso, levou ao quadro de infecção urinária de repetição mesmo em uso de antibioticoprofilaxia, quatro episódios de sepse (infecção generalizada) em um ano, diminuição importante da função renal, culminando na indicação de nefrectomia esquerda (retirada do rim)”, diz trecho de uma perícia realizada na paciente.
Yale Sabo Mendes lembrou em sua decisão que os profissionais da medicina que cometem esses tipos de erros devem responder pelas ações – responsabilidade que também se estende à unidade de saúde particular.
“O ato de operar sem a observância dos rigores técnicos da profissão é ato culposo, imperito, e implica o dever reparatório ao lesado, se daí se originarem danos. A culpa, na forma da negligência, vale também para a inação do médico e da equipe hospitalar no que toca à investigação séria e imediata dos sintomas apresentados pela paciente nos dias subsequentes à cirurgia”, asseverou o magistrado.
A decisão ainda cabe recurso.
FONTE/ REPOST: DIEGO FREDERICI – FOLHA MAX
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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