MATO GROSSO
Mauro e Pivetta inauguram obras em Lucas e assinam convênios de R$ 23 milhões para fazer 1,5 mil apartamentos
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes e o vice, Otaviano Pivetta, estão em Lucas onde inauguraram e lançaram obras, juntamente com o prefeito Miguel Vaz.
Eles entregaram a primeira Casa de Semiliberdade de Mato Grosso, na avenida perimetral Cristóvão Colombo, que tem nova proposta de medida socioeducativa aos adolescentes em conflitos com a lei. Com capacidade para atender até 17 jovens, que cometeram delitos. Eles participarão de atividades externas durante o dia e, no final da tarde, voltam para a unidade. Nos finais de semana podem passar com a família e vão continuar acessando os serviços prestados como educação, saúde e assistência social.
Em seguida, inauguraram, juntamente com o secretário nacional de Habitação, Alfredo Santos, 350 casas populares no Residencial Vida Nova – 2ª etapa, feita em parceria do governo federal, com investimentos do governo estadual e da prefeitura. As famílias que passam a ter suas casas próprias já foram selecionadas, seguindo critérios de baixa renda e situação de vulnerabilidade. O Estado liberou, recentemente, R$ 2,2 milhões para fazer o saneamento básico necessário, que foram contratadas em 2018, mas estavam impossibilitadas de serem entregues. Amanhã, mais 52 famílias selecionadas assinam contratos e podem se mudar para as casas novas.
O prefeito Miguel Vaz disse que houve grande esforço do governo federal, do Estado e da prefeitura para concluir o residencial e lembrou o grande déficit habitacional em Lucas, devido ao forte crescimento. Foram 4 mil famílias que participaram do sorteio das 350 casas inauguradas hoje.
Miguel agradeceu o apoio do governador Mauro Mendes que destinou R$ 2 milhões para concluir o residencial, e R$ 9 milhões para construir uma escola. “Somados a outros convênios do Estado em saúde e asfaltamento de rodovias, o governo de Mato Grosso está destinando R$ 46 milhões para Lucas do Rio Verde”, declarou.
O secretário nacional de Habitação, Alfredo Santos, disse que a obra representa a prioridade do governo Bolsonaro com o setor de habitação. “Quando o governo do presidente Jair Bolsonaro assumiu havia 190 mil unidades (habitacionais) paralisadas. O que o presidente poderia ter feito seria iniciar um programa novo, contratar novas unidades e inaugurar com seu nome. O presidente claramente disse que antes de iniciar novas obras é preciso ter responsabilidade para concluir obras paralisadas e foi o que aconteceu aqui”, declarou. Ele também elogiou o governador Mauro Mendes pelos investimentos feitos no setor, no Estado.
O governador afirmou que desde o início de sua gestão, diante das dificuldades que encontrou com salários atrasados e débitos com fornecedores, priorizar os investimentos em Habitação e, no residencial em Lucas, autorizou investir mais R$ 2 milhões para conclui-lo e as 350 famílias realizarem o sonho da casa própria. Mauro mencionou que outro exemplo de priorizar o setor é no convênio assinado, hoje, de R$ 23 milhões para construir 1.536 apartamentos no condomínio Águas do Cerrado, em parceria do governo de Mato Grosso, por meio da MTPar.
A prefeitura entra com o terreno. As articulações começaram ano passado e o processo licitatório deve ser lançado nas próximas semanas. As moradias serão financiadas com recursos do Governo Federal, por meio da Caixa Econômica Federal, que financiará 80% do valor do imóvel, e o Governo do Estado subsidiará os outros 20% do valor, correspondente à entrada do financiamento. Este é o projeto habitacional mais importante de Lucas do Rio Verde, destinado para quem tem renda de R$ 2 a R$ 7 mil mensais, tendo como incentivos e subsídio do município, para pessoas com renda de R$ 2 a R$ 4 mil, a fração ideal do terreno será feita como doação e vai compor o valor da entrada.
Mauro também veio acompanhado do senador Wellington Fagundes, do secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, de Segurança, Alexandre Bustamante, e foram recebidos, no aeroporto, por dezenas de lideranças.
Em instantes mais detalhes.





Só Notícias/Altair Anderli, de Lucas do Rio Verde (fotos: Só Notícias e reprodução – atualizada 17:45h)
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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