Search
Close this search box.
CUIABÁ

BRASIL

IMS Paulista abre retrospectiva do fotógrafo japonês Daido Moriyama

Publicados

BRASIL


Com mais de 250 obras e publicações em exposição, o Instituto Moreira Salles da Avenida Paulista (IMS Paulista), inaugura neste sábado (9) a primeira grande retrospectiva do fotógrafo japonês Daido Moriyama na América Latina. Ele é um dos principais nomes da fotografia contemporânea mundial e a mostra confirma seu legado para a história da fotografia.

A exposição apresenta várias fases da trajetória do fotógrafo, marcada pela experimentação visual, o registro das cidades e a reflexão sobre o papel da fotografia. Ela percorre desde o interesse do fotógrafo pelo teatro experimental e sua documentação das cidades até os trabalhos contestadores dos anos 70. A curadoria é de Thyago Nogueira.

Linda mulher, Tóquio, 2017. ©Daido Moriyama/Daido Moriyama Photo Foundation. Linda mulher, Tóquio, 2017. ©Daido Moriyama/Daido Moriyama Photo Foundation.

Linda mulher, Tóquio, 2017. ©Daido Moriyama/Daido Moriyama Photo Foundation. – Daido Moriyama Photo Foundation.

Daido Moriyama (1938) começou a fotografar para jornais e revistas de grande circulação em 1961, em Tóquio, e ficou conhecido por fotos em preto e branco, granuladas e de alto contraste, feitas com câmeras pequenas.

A retrospectiva ocupa dois andares do IMS Paulista. Além das fotografias emolduradas, a mostra apresenta revistas e livros. No primeiro andar estão os trabalhos feitos nas décadas de 60 e 70. Entre os destaques desse andar está o livro Adeus, fotografia (1972), uma coletânea de imagens feitas de negativos rasurados, riscados e inutilizados e que completa 50 anos em 2022.

Leia Também:  Rio Grande do Norte registra dois ataques em décimo dia de ocorrências

No segundo andar, a mostra apresenta trabalhos dos anos 80. Entre as obras estão as famosas séries Luz e Sombra e Memórias de um Cão, publicadas entre 1982 e 1983. “As duas séries abrem as trilhas que determinam toda a produção de Moriyama. De um lado, o encantamento com a beleza singela e palpável do mundo, encontrada nas caminhadas diárias. De outro, a compreensão de que sua fotografia nascia do encontro entre as paisagens da memória e as cenas da cidade, numa busca incessante, celebrada pela câmera fotográfica”, disse o curador da mostra, em texto de divulgação. Nesse andar também será possível ver fotos feitas por ele em viagem à capital paulista, em 2007.

A partir de projeções ainda será possível apreciar o arquivo completo da revista Record, seu diário pessoal, iniciado em 1972 e que chega à 50ª edição em 2022.

Hyogo, 1971. Da série Um caçador. ©Daido Moriyama/Daido Moriyama Photo Foundation. Hyogo, 1971. Da série Um caçador. ©Daido Moriyama/Daido Moriyama Photo Foundation.

Hyogo, 1971. Da série Um caçador. ©Daido Moriyama/Daido Moriyama Photo Foundation. – Daido Moriyama Photo Foundation

A mostra foi concebida em parceria com a Daido Moriyama Photo Foundation. Conta com o apoio da Fundação Japão e consultoria dos pesquisadores japoneses Yutaka Kambayashi, Satoshi Machiguchi e Kazuya Kimura, entre outros.

Leia Também:  Governo orienta estados sobre uso do Fundo de Segurança Pública

A entrada no IMS Paulista é gratuita, mas é preciso apresentar comprovante de vacinação. A exposição poderá ser vista até 14 de agosto. Mais informações podem ser obtidas no site do instituto.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Geral

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

Publicados

em

A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

Leia Também:  Governo orienta estados sobre uso do Fundo de Segurança Pública

“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

Leia Também:  Casa desaba no litoral norte de SP com três crianças dentro

Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA