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Sedec apresenta potencial de produção de MT no Fórum Brasileiro do Feijão

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedec-MT), irá participar do 8º Fórum do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais, que ocorre de 11 a 14 de abril, em Cuiabá. A abertura do maior evento brasileiro do setor de pulses ocorre nesta segunda-feira (11.04), às 18h30, no Centro de Eventos do Pantanal.

Paralelamente ao evento, será realizado o 1º Encontro Latino-americano do Amendoim e Gergelim (Elage), no dia 14.

A Sedec terá um stand disponível no evento para tirar dúvidas sobre  feijões e pulses, destacando o potencial de produção no Estado, áreas mais indicadas para essas culturas e prospecção de negócios.

O evento híbrido, que pode ser acompanhado presencialmente ou de forma virtual, é organizado pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) em parceria com a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir) e instituições apoiadoras ligadas à cadeia produtiva. Os interessados em participar podem se inscrever AQUI.

Conforme os organizadores, a expectativa é de receber cerca de 500 participantes presenciais e em torno de 300 participações online.

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A programação do fórum conta com palestras, painéis e debates que vão abordar temas como a agricultura regenerativa; revolução do biológico ao plant-based; a importância da gestão da energia na agricultura irrigada; perspectivas da tecnologia CRISPR; ampliação da exportação e a diversificação de cultivares, entre outros assuntos. Além de uma feira de negócios.

Dentre os palestrantes mais conhecidos estão o jornalista Alexandre Garcia, o Prof. Dr. da Universidade do Nebraska-EUA, Christopher Neel, o gerente de Agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), Marcio Rodrigues, o meteorologista, Luiz Carlos Molion e o presidente do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders.

Durante o evento estarão reunidos na capital mato-grossense os mais importantes produtores de feijão do País. Bem como, os maiores pesquisadores, representantes de sementeiras, importadores e exportadores do Brasil e América do Sul.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, esta é a oportunidade para os integrantes do setor interagir na discussão de alternativas para ampliação do mercado de pulses.

“O fórum é um espaço enriquecedor que promove a expansão de conhecimentos e a troca de informações entre os participantes, com intuito de estimular a implementação de novas tecnologias voltadas para área e proporcionar ambiente propício para fechar negócios”, frisa Miranda.

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Saiba mais sobre o evento acessando o endereço eletrônico abaixo: https://app.virtualieventos.com.br/forumdofeijao/info

Fonte: GOV MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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