MATO GROSSO
Governo lança licitação para levar asfalto entre o Pantanal e BR-364
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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) lançou a licitação para contratar uma empresa para asfaltar um trecho de 34,1 quilômetros da MT-361, ligando o distrito de Porto de Fora, em Santo Antônio de Leverger, até a BR-070/163/364.
Orçada em R$ 48.237.910,77, a obra será licitada na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação, em lote único e com critério de menor preço. A abertura das propostas está marcada para o dia 18 de maio, às 09h, na sala de licitações da Sinfra-MT.
A pavimentação dessa rodovia vai criar uma nova rota entre o pantanal de Barão de Melgaço e o distrito de Mimoso, até a rodovia federal. Além disso, vai beneficiar os moradores das inúmeras comunidades rurais existentes na região.
O asfalto será executado no trecho entre o fim da pavimentação urbana em Porto de Fora, até o entroncamento com a MT-468, na região da Agrovila das Palmeiras.
A Sinfra-MT também vai asfaltar um trecho de 22,8 km entre a Agrovila das Palmeiras e a BR-364, com um investimento de R$ 30,8 milhões. A licitação já foi realizada.
“Com essas obras, a região da Agrovila das Palmeiras e da Vila Caité, que não tinha nenhuma ligação por asfalto com o resto da malha rodoviária, será conectada tanto com a BR-364, quanto com Santo Antônio do Leverger e Barão, deixando de ser uma região isolada”, afirma o Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
O Governo de Mato Grosso também licitou a recuperação da MT-040, entre Barão de Melgaço e Santo Antônio do Leverger, garantindo a trafegabilidade e segurança do trecho de 74 km. A Sinfra-MT irá investir R$ 34,6 milhões nesta obra.
“Esse é o olhar diferenciado que o governador Mauro Mendes tem com a região da planície pantaneira. Estamos melhorando a infraestrutura dessa região tão importante de Mato Grosso”, completou o secretário.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.