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Curso capacita médicos para determinação de morte encefálica

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-MT), por meio da Central Estadual de Transplante, participou, neste sábado (21.05), em Cuiabá, do Curso de Determinação de Morte Encefálica, promovido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (Opas). Foram capacitados 16 médicos, sendo 12 de Mato Grosso e quatro de Mato Grosso do Sul.

A SES-MT foi responsável pela seleção e inscrição dos médicos, além de intermediar a capacitação no Estado. “Este curso é referência nacional e muito importante para a saúde do Estado, pois contribuirá para o aprimoramento dos profissionais, na constatação e notificações de morte encefálica. Ficamos agradecidos pela capacitação e parabenizamos a Amib por fortalecer, há mais de 30 anos, os profissionais da saúde, que se interessam pela terapia intensiva e pelo atendimento a pacientes graves ou de alto risco”, diz a secretária adjunta de Regulação, Fabiana Bardi..

O curso, ministrado no Paiaguás Palace Hotel, de 8 às 17hs, reuniu médicos intensivistas, neurologistas e outros atuantes em unidades de terapia intensiva. À frente da capacitação, esteve o neurologista, pós-graduado em neurointensivismo, Gerson Costa, que atua em Joinvile,  Santa Catarina, e possui titulação em Terapia Intensiva pela Amib. 

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Também ministrou aula, o coordenador da UTI Neurológica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Salomão Rojas, médico intensivista, mestre e doutor na temática. “Este curso é importante para aumentar o número de pessoas treinadas, para poder difundir o diagnóstico de morte encefálica. É necessário que todos se envolvam na missão”, acredita o doutor Salomão.  

Para a Superintendente de Regulação dos Serviços de Saúde da SES, Dúbia Campos, a capacitação vai colaborar para melhorar os dados de transplante no Estado. “Com profissionais capacitados, a notificação de morte encefálica é mais ágil e de acordo com os protocolos. Dessa forma, o transplante de órgãos tem maior probabilidade de ocorrer e de beneficiar os pacientes, que aguardam na fila”, ressalta Dúbia. 

A coordenadora Estadual de Transplantes, Daniely Beatrice, explica que, por meio da notificação dos casos de morte encefálica, é possível identificar os potenciais doadores de órgãos e tecidos. “O objetivo é implementar e otimizar os trabalhos considerando a Resolução 2173/2017, do Conselho Federal de Medicina, estabelecendo que os procedimentos para a determinação da morte encefálica devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente”, conclui a coordenadora. 

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Fonte: GOV MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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