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Estudantes quilombolas terão ingresso direto na UFMT por meio de seleção específica

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Remanescentes de comunidades quilombolas de Mato Grosso participarão de Processo Seletivo Específico na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), com oferta de 145 vagas nos campi de Cuiabá, Araguaia, Várzea Grande e Sinop. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) será parceira no processo, divulgando as vagas para os estudantes e estimulando-os para esta possibilidade de ingresso no ensino superior.

As inscrições estarão abertas a partir desta terça-feira (24.05), com encerramento previsto para 12 de junho. O edital, que faz parte do Programa de Inclusão Quilombola (Proinq) para estudantes que concluíram o ensino médio, ou que estejam concluindo até o dia da inscrição, foi publicado pela UFMT na última quarta-feira (18.05).

Na última sexta-feira (20.05), em reunião na reitoria da UFMT, a superintendente de Diversidades Educacionais da Seduc, Lúcia Aparecida dos Santos, recebeu do reitor Evandro Soares o edital do processo seletivo, a resolução que aprova esta política por 10 anos e a minuta de cooperação técnica entre as duas instituições.

O reitor da UFMT Evandro Soares explicou a importância da participação da Secretaria para a efetiva inclusão destes estudantes na instituição. “A Seduc se colocou à disposição para nos ajudar, tanto na questão da prospecção, divulgando as vagas para os estudantes, como estimulando-os para esta possibilidade de ingresso na UFMT. Estamos muito felizes com esta contrapartida da Seduc”.

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Os estudantes aptos a participar do programa devem ser remanescentes de comunidades quilombolas, grupos étnico-raciais, seguindo critérios definidos no Decreto 4.887/ 2003, de auto distribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.

Lúcia Aparecida dos Santos falou sobre a importância de participar do programa. “Acreditamos nesta política e nos sentimos honrados em estarmos no processo. São egressos da nossa educação básica, que precisam de mais visibilidade e, quando levamos a possibilidade da universidade aos quilombolas, estamos transformando vidas. Para nós, é muito importante, porque somos defensores também deste público, que é mais vulnerável e que somente precisa de uma oportunidade”, defende a superintendente.

A seleção dos candidatos aprovados vai obedecer à critérios de classificação, que contabilizarão as notas do candidato no ensino médio, seja através do histórico escolar, da análise de pontuação máxima, comparando os últimos 5 anos do Enem ou outras provas que o candidato tiver realizado.

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O programa da UFMT está sendo retomado, pois, foi pioneiro no Brasil antes mesmo da Lei de Cotas. Agora a instituição se manifestou, através de seus Conselhos, pela sua retomada, diante da necessidade desta busca e da reparação social no Estado de Mato Grosso.

O pró-reitor de Ensino de Graduação (PROEG) da UFMT, Adelmo Carvalho da Silva, também participou do encontro, que contou ainda com a presença das representantes da Seduc, Maria Lecy, coordenadora de Educação no Campo e Quilombola, Luana Soares de Souza, técnica Pedagógica da área e a gestora de Projetos, Giovanna Anjul.

Para mais informações sobre o edital, acesse o LINK.

Fonte: GOV MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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