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Praça Charles Miller e Museu do Futebol recebem feira do livro em SP
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A Praça Charles Miller e o Museu do Futebol, ambos no complexo do estádio do Pacaembu, na capital paulista, sediam a partir de hoje (8) uma feira de rua totalmente voltada aos livros. Participarão 120 editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura. O evento, gratuito, ocorrerá até o próximo domingo (12). 

Entre os escritores convidados estão Djamila Ribeiro, Drauzio Varella, Ailton Krenak e Mia Couto, que participarão de mesas literárias no auditório Armando Nogueira, no Museu do Futebol. A feira é organizada pela Associação Quatro Cinco Um, instituição sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro no Brasil, e pela empresa Maré Produções.
A abertura ocorre hoje, às 15h, no Palco da Praça, com o slam (competição de poesias faladas) do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Às 19h, Lilia Schwarcz e Mia Couto conversam sobre a presença dos livros em praça pública. Amanhã, a programação de debates começa às 10h com Ailton Krenak e Yussef Campos. A programação completa do evento pode ser conferida aqui.
Parte das exposições do Museu do Futebol permanecerá aberta para visitação durante todos os dias da Feira do Livro, das 9h às 18h, com entrada permitida até as 17h, com ingressos a R$ 10. A feira do livro ocorre hoje, das 15h às 21h; e de quinta a domingo, das 10h às 21h.
Edição: Lílian Beraldo
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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