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Anne Metelo é estudante do 3° Ano , do 2º Grau, no Colégio Notre Dame.
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Divergências de ideias, cancelamento, desinformação, indiferença,esses são só alguns dos problemas observados ultimamente.
Como uma jovem de 17 anos que presencia essas situações cotidianamente, eu posso afirmar que Infelizmente a maioria de nós só acredita no que convém e acaba indo na onda dos “amigos” ou “influencers” sem nem mesmo questionar ou procurar averiguar as informações que recebe, muitas vezes editadas ou exageradas pela grande mídia, a qual sabemos que anda cada vez mais tendenciosa(não preciso nem citar nomes kkkk).
A tecnologia apesar de trazer muitos benefícios tem deixado as atuais gerações(tenho medo de crianças tik tokers )extremamente dependentes, nunca foi tão fácil ser alienado como é hoje.
Passamos a existir em prol de fachadas sociais sustentadas pelo o medo da grande “política do cancelamento”, para uma geração que prega tanto a aceitação eu acho que nós temos andado um pouco hipocritas, não acham?mesmo lutando tanto para sermos aceitos nos falta personalidade, não temos a capacidade de defender nossas próprias opiniões, não temos recursos argumentativos fortes, no final falta ao jovem vontade, curiosidade e interesse real em saber mais do que lhe é dado por essa pequena tela que seguramos em nossas mãos.
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Quando o crédito vira sobrevivência
Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.
Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.
O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.
Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.
Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.
Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.
Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.
Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso