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14 trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em fazenda de MT

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O Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério do Trabalho e Previdência (MTP), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgataram 14 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante operação realizada em Paranatinga-MT, a 338 km de Cuiabá, em propriedade onde é realizada extração de madeira.

 

A ação fiscal teve início no dia 23 de agosto. Em um primeiro momento, a equipe fiscal dirigiu-se aos pontos de corte e carregamento das toras de madeira de eucalipto. Havia emprego de motosserras por trabalhadores que, mesmo sem treinamento, realizavam o corte das árvores. Nenhuma das vítimas era registrada. Também não foram fornecidos equipamentos de proteção individual (EPIs) e realizados exames médicos admissionais.

 

A pedido do empregador, os trabalhadores foram levados para a fazenda por 4 intermediadores de mão de obra (gatos).

 

Parte do grupo ficou alojada em um galpão de armazenamento de maquinários e produtos agrícolas, sem paredes ou proteção lateral. Não havia camas e os colchões foram comprados em loja de produtos usados. Além de sujo, o local não possuía armários para a guarda dos pertences, os quais ficavam espalhados pelo chão. Os cômodos eram separados por algumas divisórias de lona.

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O segundo grupo também estava alojado em condições precárias em pequenas barracas de acampamento, montadas sob pallets de madeira com pregos à mostra. Não havia piso e o assoalho era de terra batida. As vítimas tiveram descontados de seus ganhos R$ 200 por barraca de camping. Não havia vaso sanitário e os trabalhadores utilizavam buracos como latrinas para suas necessidades fisiológicas.

 

Os alojamentos verificados pela equipe fiscal estavam em péssimas condições de higiene e conservação. Não eram fornecidos produtos de higiene e roupas de cama. A água não passava por qualquer tipo de tratamento ou filtragem. Nos dois casos, os resgatados improvisaram banheiros para tomar banho.

 

Também não havia qualquer forma de escrituração sobre os ganhos dos trabalhadores, ocorrendo muitos equívocos e confusões acerca da forma como seriam remunerados. Não era emitido nenhum tipo de recibo ou qualquer outro tipo de comprovação de pagamento.

 

Pós-Resgate

Após ser autuado pela exploração de trabalho análogo ao escravo, o empregador realizou o pagamento de todos os trabalhadores resgatados. O valor das verbas rescisórias foi calculado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho e totalizou R$ 140 mil.

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Em Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o MPT, foi estabelecida uma compensação por dano moral coletivo de R$ 20 mil. Já a Defensoria Pública da União determinou o pagamento de R$ 2 mil para cada trabalhador, a título de dano moral individual.

 

Os auditores-fiscais do Trabalho emitiram as guias de Seguro-Desemprego dos Trabalhadores Resgatados, e os 14 farão jus ao recebimento de três parcelas de um salário-mínimo cada.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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