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Governo de Mato Grosso lança operação integrada de fiscalização do uso irregular do fogo

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O Governo de Mato Grosso lançou, na manhã desta terça-feira (04.10), a Operação Abafa Amazônia 2022, comandada pelo Corpo de Bombeiros Militar. A primeira fase da operação tem início no norte do Estado, com o objetivo de fiscalizar 26 alvos, pelo uso não autorizado do fogo, durante o período proibitivo e demais crimes ambientais.

“Ao longo do ano, o Estado mobilizou todo o seu efetivo e investiu muito alto para que pudéssemos ter um trabalho preventivo de excelência e atuação no combate a incêndios florestais. Agora, chegou o momento da responsabilização daqueles que insistem em não cumprir as normas e leis ambientais”, afirmou o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges.

“A orientação do Governo de Estado é de tolerância zero com os crimes ambientais. Esta operação é uma força tarefa com todas as entidades da segurança”, ressaltou o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante. A ação conta também com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

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A primeira fase da operação se estende até 15 de outubro, enquanto outras duas edições estão previstas para serem realizadas até o final de 2022. Neste primeiro momento, são 26 alvos definidos pelo Corpo de Bombeiros, com a participação de 40 efetivos da Sesp, Sema e Força Nacional.

“Antes de irmos a campo, fizemos um monitoramento com satélites de alta tecnologia, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), e definimos 26 alvos com maior incidência de focos de calor, bem como áreas em que foram feitas supressão da vegetação”, explicou a comandante do BEA, Jusciery Rodrigues.

Participam da operação Sema, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.

R$ 287 milhões em multas

Desde o início de 2022, o Corpo de Bombeiros estima R$ 287 milhões em multas aplicadas por uso irregular do fogo. O período proibitivo segue vigente até 31 de outubro, com restrições para o uso do fogo em áreas rurais, para limpeza e manejo, durante estes meses, levando em consideração o risco de incêndios florestais. Em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

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R$ 60 milhões de investimento

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso recebeu, ao longo de 2022, cerca de R$ 30 milhões diretos, além de outros R$ 30 milhões para reforçar o combate a incêndios durante o período proibitivo. O Estado soma R$ 165 milhões investidos para esta finalidade desde o início da atual gestão.

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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