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Bioma do Pantanal é atração da semana no Jardim Botânico do Rio

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O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) inicia neste domingo (6) uma série de atividades temáticas sobre o bioma Pantanal. Segundo a presidente do Jardim Botânico, Ana Lúcia Santoro, o evento vai até o próximo sábado (12) e tem atrações para todo tipo de público.

“Do público infantil ao adulto, do público leigo até o mais especializado, temos atividades para todos, desde as conduzidas pelo educativo, com jovens, de maneira mais lúdica, até a divulgação de informações e imagens de expedições científicas pelo Jardim Botânico no bioma Pantanal”, disse Ana Lúcia à Agência Brasil.

O Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. A vegetação do bioma forma um mosaico composto por matas, cerradões e savanas. Entre as formações vegetais, destacam-se a palmeira carandá, a palmeira buriti e o paratudo, que é um tipo de ipê.

De acordo com Ana Lúcia, além de conscientizar e disseminar conhecimento do que se sabe sobre os biomas em um país como o Brasil, de escala continental, o ciclo de semanas dos biomas visa dar ao visitante, e à sociedade, de forma geral, acesso ao trabalho do Jardim Botânico, que ocorre em âmbito nacional.

As expedições realizadas pelo JBRJ mostram diferentes períodos e trabalhos feitos “para que pessoas, daqui de longe, tenham o gostinho de estar por lá e conhecer esse bioma”. Inclusive o restaurante do JBRJ, o Green Garden, “embarca” na ideia e vai oferecer neste domingo (6) e no sábado (12) pratos especiais e típicos da região, informou Ana Lúcia. Na loja de souvenirs, instalada no Centro de Visitantes, estarão à venda produtos da Coleção Biomas Brasileiros – Pantanal.

Atividades

O Museu do Meio Ambiente oferece atividades gratuitas, além de ações dentro do Arboreto, relacionadas às coleções vivas. E trilhas guiadas mostram ao visitante os tipos de plantas do bioma do Pantanal.

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Para as crianças, a presidente do JBRJ destacou que a ideia é conhecer para preservar. “Só se preserva aquilo que se conhece. A gente só respeita aquilo que conhece”, ressaltou Ana Lúcia. O objetivo é mostrar as particularidades e sensibilidades do bioma, como funciona, que riqueza está presente lá, “para que as pessoas possam, a partir do conhecimento, chegar ao respeito e à conscientização de preservação, além de conhecer um pouco do trabalho do Jardim Botânico nesse bioma”.

A programação inclui exposição de equipamentos relativos à botânica do acervo e memória da instituição e publicações raras da coleção da Biblioteca Barbosa Rodrigues, incluindo as obras Flora Brasiliensis, de Von Martius, e Victoria regia ou Victoria amazônica, de Gastão Cruls, atividades e oficinas educativas, exibição de desenhos animados, fotos de expedições botânicas e oficina de fotografia botânica com celular sobre o Pantanal.

A primeira representação dos biomas brasileiros, Flora Brasiliensis, de Von Martius, exposta no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro durante a de semana atividades temáticas sobre o Pantanal. A primeira representação dos biomas brasileiros, Flora Brasiliensis, de Von Martius, exposta no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro durante a de semana atividades temáticas sobre o Pantanal.

A obra Flora Brasiliensis, que traz a primeira representação dos biomas brasileiros – Fernando Frazão/Agência Brasil

A obra Flora Brasiliensis contém a primeira representação dos biomas brasileiros, elaborada por Von Martius, e traz a descrição de mais de 22 mil espécies de plantas, com informações de grande valor para o estudo da flora brasileira na atualidade. Já Victoria regia ou Victoria amazônica trata da planta, cuja denominação representa uma homenagem à rainha da Inglaterra.

A iniciativa faz parte do programa JBRJ Nacional: Biomas, cujo objetivo é contribuir para a preservação dos biomas brasileiros por meio da conscientização ambiental, divulgação e disseminação do conhecimento.

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Programação

Diariamente, haverá exposição de equipamentos sobre o acervo e memória do JBRJ – 200 anos de botânica, no Museu do Meio Ambiente, das 9h às 17h, com entrada gratuita. No mesmo horário e local, o público poderá apreciar O Pantanal na Biblioteca – Exposição de acervos raros da Biblioteca Barbosa Rodrigues sobre este bioma.

Ainda no Museu do Meio Ambiente estão previstos jogos educativos sobre o Pantanal (memória e quebra-cabeça), oficina de origami e exibição de desenhos animados na terça-feira (8) e na quinta-feira (10), de 9h às 16h, com entrada gratuita; além de oficina de fotografia botânica sobre o Pantanal com celular, na quinta-feira (10) e no sábado (12), às 10h.

As visitas guiadas à Trilha do Pantanal serão nos dias 11 e 12, às 10h. Durante o passeio, poderão ser observadas 15 espécies do bioma, como pau-formiga (Triplaris americana L.), ipê-do-cerrado (Tabebuia aurea) e pau-de-ervilha (Trichilia elegans A. Juss), entre outras. Para participar, é preciso fazer inscrição prévia pelos telefones (21) 3874-1808/3874-1214 ou pelo e-mail do JBRJ cvis@jbrj.gov.br. A visita guiada é gratuita, havendo apenas cobrança de entrada no Arboreto. Os ingressos podem ser comprados na bilheteria ou pelo site do JBRJ.

Para visitantes residentes na área metropolitana do Rio de Janeiro, o ingresso custa R$ 17. Visitantes residentes no Brasil pagam R$ 27; visitantes estrangeiros, Mercosul, R$ 50; visitantes estrangeiros, R$ 67; enquanto crianças até 5 anos de idade têm gratuidade.

O JBRJ está situado na Rua Jardim Botânico, 1.008, no bairro do mesmo nome, zona sul do Rio de Janeiro.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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