Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Sema-MT promove roda de conversa para debater a gestão de áreas úmidas

Publicados

MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), por meio da Coordenadoria de Conservação e Restauração de Ecossistemas, promoveu, nesta quarta-feira (16/11), uma roda de conversa sobre Gestão de Áreas Úmidas em Mato Grosso. O evento abordou, principalmente, conceitos e técnicas utilizados no manejo e conservação do Pantanal.

Segundo o organizador do evento, o analista de Meio Ambiente Alexandre Ebert, é necessário estreitar os laços da Sema com os órgãos de pesquisa. Ele apresentou sua pesquisa aplicada de restauração de campos, que futuramente poderá ser adotada pela própria Secretaria.

A agenda contou com a presença dos pesquisadores doutores Wolfgang Junk e Cátia Nunes da Cunha, referências em pesquisas no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-INAU/CNPq) e no Inventário Nacional de Áreas Úmidas Brasileiras.

Os professores também participaram do grupo de peritos responsável por elaborar a Definição, Identificação, Caracterização e  Classificação  das  Áreas  Úmidas  (AUs)  Brasileiras: Bases Científicas  para  uma  Nova  Política  de  Proteção  e  Manejo  Sustentável.

Wolfgang Junk destacou que, durante a troca de experiências e informações, é possível buscar soluções para os problemas enfrentados pela comunidade pantaneira. Já a pesquisadora Cátia Nunes ressaltou a importância do manejo para a restauração das áreas já degradadas “Você têm que pensar que o ambiente pantaneiro tem que funcionar para muitas gerações, não só de imediato”, destacou. 

Leia Também:  Secel abre inscrições para aulas e consultorias de marketing digital para negócios criativos

Com supervisão de Lorena Bruschi

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

Publicados

em

A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

Leia Também:  VÍDEO: Mauro Mendes defende ações urgentes contra o avanço das facções no Brasil

Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre ordens judicias contra empresas suspeitas de fraudes em licitações

Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA