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Brasileiros mantêm otimismo para estreia do Brasil na Copa
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A mais de 10 mil quilômetros (km) de distância do Catar, milhares de brasileiros buscam hoje (24) um espaço de exibição pública para assistir à estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2022. O jogo contra a Sérvia está marcado para as 16h (horário de Brasília), mas o movimento da torcida começou muito antes disso.

No Rio de Janeiro, três horas antes do apito inicial, várias pessoas já se concentravam na Praia de Copacabana, apesar do tempo nublado. As areias de uma das praias mais tradicionais do país recebem o Fifa Fan Festival. A capital fluminense é uma das sete cidades do mundo a sediar o evento, que mistura exibição de jogos e atividades culturais.
No local, junto ao telão, foi montado um imenso palco que recebe shows antes e depois da partida. Para entrar no evento, no entanto, foi necessário garantir o acesso gratuito previamente, pela internet. Muitos chegaram à Copacabana com a expectativa de entrar no Fan Festival, mas foram frustrados ao descobrir que o ingresso era necessário.
Foi o caso da turista mineira Miquely Soares, 27 anos. “Ficamos sabendo do evento ontem. Por isso, não sabíamos que tinha que ter ingresso. Mas vou esperar. Se não conseguir entrar, não tenho um plano B”. Assim como Miquely, várias pessoas fizeram fila do lado de fora do Fan Festival e a persistência foi premiada pouco antes das 14h, quando os portões abriram para quem estava esperando.
O morador da Baixada Fluminense Mario Vitor, 20 anos, acompanhado da namorada, chegou ao local com o ingresso garantido antecipadamente e não precisou entrar na fila. “Consegui no último lote. Costumo assistir de casa, mas resolvi vir pra sentir um clima de Copa”, disse.
Luana Borges, 20 anos, chegou ao Fan Festival com um grupo de quatro amigos do curso de jornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Conseguimos no quarto lote de ingressos, mas tivemos que ficar atualizando a página [da realizadora do evento] até conseguir”.
Algumas pessoas nem tentaram entrar no evento, mas resolveram aproveitar o clima de festa mesmo assim. É o caso do turista paulista Alexandre Souza Enoque, 37 anos, que decidiu assistir ao jogo com a família em um dos quiosques da orla. “A gente veio por causa do ambiente. Assistir sozinhos em casa não tem muita graça. Vai ser 3 a 0 para o Brasil”, disse, otimista.
O clima de otimismo em relação ao placar da partida de hoje se mantém em Brasília. O servidor público Marinho Cunha, 58 anos, aposta numa vitória brasileira por 2 a 0. “Acordei cedo pra trabalhar. Tinha uma reunião fora. Retornei para o escritório e fomos liberados. Vamos almoçar assistindo Portugal jogar. Depois, tem Brasil”, disse, acompanhado de um colega de trabalho. Em meio a uma viagem de trabalho à capital federal, o paraense optou pela telão de um shopping na área central da cidade.
“Entre ficar no hotel e vir para cá, preferi o shopping. Vou assistir no telão com um amigo de trabalho, que também veio de Belém pra Brasília. Já trabalhei em horário de jogo uma vez e é isso: quando a gente está de plantão, não tem jeito. Hoje, graças a Deus, está mais tranquilo. Arrisco o placar de 2 a 0 paro o Brasil. Que essa onda de zebra passe longe da gente”, brincou.
A menos de duas horas do início da partida contra a Sérvia, o comerciante Davi Troncoso, 71 anos, se mantinha firme em seu restaurante no centro da capital federal. “Estou esperando minha esposa ligar e avisar onde vamos assistir o jogo. Cheguei aqui às 6h30. Servimos café da manhã e almoço, mas, hoje, encerro às 15h30 para ver o Brasil jogar”.
“Acho que vai ficar 2 a 1 para a seleção brasileira. Se a zebra aparecer, inverte o placar. Mas acho que ela não pega o Brasil não. Devo assistir à partida em casa mesmo, com a esposa. Moro aqui por perto. Dá tempo de fechar o restaurante e correr pra lá”, finalizou.
Fonte: EBC Esportes
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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