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SP: briga durante jogo do Brasil termina com morte de adolescente

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Uma jovem de 17 anos foi morta ontem (9), em Barretos, no interior paulista, após briga generalizada que ocorreu durante o jogo entre o Brasil e a Croácia pelas quartas de final da Copa do Mundo do Catar. A briga teve início na praça de alimentação do North Shopping Barretos, que estava transmitindo a partida, mas acabou se estendendo para fora das dependências do centro comercial, quando a jovem foi assassinada a tiros. Outra jovem, da mesma idade, também foi baleada com ferimentos no tórax e estava internada. Mais duas pessoas ficaram feridas de forma leve. Um menor, suspeito de participação no crime, foi apreendido.

Segundo a Polícia Militar, a confusão ocorreu por volta das 14h, pouco antes da disputa dos pênaltis, em que a seleção brasileira perdeu para a Croácia e foi eliminada da Copa do Mundo.

Em nota, o North Shopping Barretos informou que “nada de grave aconteceu nas dependências do centro de compras, durante a transmissão do jogo Brasil x Croácia”. Segundo o shopping, houve uma discussão entre jovens que estavam assistindo a partida, “que foi controlada e os envolvidos retirados do empreendimento pela equipe de segurança”.

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“Os acontecimentos fora do North Shopping Barretos não são de responsabilidade do empreendimento”, diz a nota, publicada nas redes sociais do centro comercial. “Toda a equipe e família North Shopping Barretos se solidarizam, neste momento de dor, com as famílias das vítimas do lamentável incidente que ocorreu nos arredores do nosso centro de compras”.

Brasil e Croácia se enfrentaram ontem pela Copa do Mundo do Catar. As duas seleções ficaram no 0 a 0 no tempo normal e empataram em 1 a 1 na prorrogação. Na cobrança de pênaltis, a Croácia venceu por 4 a 2.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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