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Empaer promove Dia de Campo sobre produção de Maracujá

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Mais de 80 pessoas, entre produtores rurais, estudantes e autoridades participaram, nesta terça-feira (13/12), no Assentamento Rural Furnas, município de Pedra Preta (238 km ao sul de Cuiabá), do Primeiro Dia de Campo para apresentar tecnologias para a produção do maracujá.

O evento, uma iniciativa da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) em parceria com Prefeitura Municipal e Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo), foi realizado nas Unidades de Referência Tecnológica (URT’s), instaladas nas propriedades das produtoras rurais Débora Oliveira Campos e Vânia Lourenço Teodoro.

Durante o Dia de Campo foram apresentadas diferentes tecnologias e variedades. A primeira estação foi na área da produtora Débora Campos, onde os participantes conheceram a variedade BRS Gigante Amarelo, cultivada em uma área de 1.600 metros quadrados com um total de 155 plantas.  

O engenheiro agrônomo da Empaer, Roklerson Ignácio de Souza, explica que foram mostrados aos participantes o preparo do solo, irrigação, construção de espaldeira, tutoramento e podas de formação. A implantação da cultura começou em julho e a primeira colheita está prevista para março de 2023.

 O evento contou com a participação de 80 pessoas.

A segunda estação foi na Unidade de Referência Tecnológica, na propriedade da produtora Vânia Teodoro. Os participantes percorreram uma área de 2 mil metros quadrados, com plantio da variedade de maracujá FB Yellow 200.

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Este é o primeiro ano da safra e já foram colhidos seis (6) mil quilos do fruto. A produção está sendo comercializada no município, em forma de polpa, a R$ 30,00 o quilo e, in natura, a R$ 8,00. A produtora investiu R$ 8 mil no plantio e já teve um rendimento de R$ 40 mil em três colheitas do ano. Ela já pensa em ampliar a área em mais mil metros quadrados.

Segundo Roklerson de Souza, a demanda na região Sul é grande e a intenção da produtora é atingir uma produção de 20 toneladas por hectare. Para atingir esta produtividade, o ciclo produtivo está sendo reajustado com polinização artificial, podas e adubação. Neste ano já foram feitas três colheitas.

No Assentamento Furnas, seis produtores estão aderindo ao cultivo e a expectativa é, no futuro, montar uma agroindústria com a produção de todos os envolvidos.

 Desenvolvimento da cadeia produtiva do maracujá no Assentamento Rural Furnas

“No assentamento não existia o cultivo do maracujá e o nosso trabalho foi mostrar esta oportunidade de geração de renda para as famílias. Começamos com pequenos núcleos e em pequenas áreas, levando informações técnicas e todo manejo para produzir com qualidade”, ressalta Souza.

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A produtora rural Jaqueline Cristie da Silva, da Comunidade Grota, do município de Rondonópolis, uma das participantes, ficou empolgada com o cultivo do maracujá. Ela pretende implantar a cultura em uma área de 5 mil metros quadrados, já no próximo ano.

Jaqueline da Silva, que trabalhou durante quatro anos na produção de hortaliças, legumes e banana para atender grandes mercados, comenta que cada cultura tem uma forma de manejo. Ela tem uma área sobrando e quer plantar maracujá.

Ela pretende produzir de forma orgânica, como sempre fez em sua propriedade, com acompanhamento e assistência técnica da Empaer. Diz receber atendimento dos técnicos da empresa há mais de oito anos e fez questão de participar do evento.

“Tive a honra de ver in loco o trabalho, a dedicação e a entrega incondicional de cada membro da equipe, tanto na organização quanto na recepção primorosa de cada participante. Vocês, da Empaer, fazem a diferença na vida e no crescimento da agricultura familiar”, destaca Jaqueline.

Para mais informações, entrar em contato com os técnicos do escritório da Empaer em Pedra Preta (66) 3486 1533.

Fonte: GOV MT

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Desequilíbrio de Poder e o Papel do Senado

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A recente pesquisa que aponta que 66% do eleitorado deseja votar em candidatos ao Senado comprometidos com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal revela muito mais do que uma simples preferência política. Trata-se de um sinal claro de insatisfação popular com o atual cenário institucional do país.

Nos últimos anos, temos assistido a um protagonismo crescente do Supremo Tribunal Federal, muitas vezes avançando sobre competências que, em um ambiente de harmonia entre os poderes, deveriam ser exercidas com maior equilíbrio. O Judiciário é, sem dúvida, peça fundamental na manutenção do Estado Democrático de Direito, mas não pode atuar sem os devidos freios e contrapesos.

O Senado Federal, por sua vez, possui uma das mais importantes atribuições nesse sistema: a de julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. No entanto, o que se observa é uma postura muitas vezes omissa diante de denúncias graves, que vão desde suspeitas de corrupção até acusações de abuso de autoridade.

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Esse cenário contribui para o enfraquecimento da confiança da população nas instituições. Quando não há equilíbrio entre os poderes, quem perde é a democracia. O sentimento popular expresso na pesquisa é, portanto, um reflexo direto dessa percepção de desequilíbrio.

É fundamental que o Senado reassuma sua independência e exerça plenamente suas prerrogativas constitucionais. Não se trata de confronto entre poderes, mas de restabelecer a harmonia prevista na Constituição. Um Senado atuante é essencial para garantir que nenhum poder se sobreponha aos demais.

O Brasil precisa de instituições fortes, mas também responsáveis e equilibradas. O momento exige coragem, compromisso com a Constituição e respeito à vontade popular.

Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso

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