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Militares trabalham durante a noite para reformar pista em TI Yanomami

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Militares do 6º Batalhão de Engenharia e Construção (6º BEC) do Exército trabalham até durante a noite para tapar os buracos e concluir a reforma da pista do aeródromo de Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami. A reforma é crucial para que a pista, com extensão de 1.100 metros, possa permitir o pouso de aeronaves de carga. 

“Essa pista vai viabilizar o trabalho de ação humanitária aos Yanomami. Os aviões de carga ainda não conseguem pousar por conta desses buracos. Nossa grande dificuldade é trazer materiais mais pesados para cá, inclusive maquinários”, explica o sargento Fragoso. A reportagem da Agência Brasil acompanhou de perto o trabalho na última sexta-feira (10). São dois turnos: durante a manhã, quando normalmente o tempo ainda está nublado e as aeronaves menores não conseguem pousar, e à noite. Na parte da tarde, a pista tem prioridade para receber aviões que trazem mantimentos e removem pacientes para Boa Vista. A reforma é um pouco lenta justamente pela falta de equipamentos mais apropriados, como máquinas de recapeamento, por exemplo. E mesmo o transporte de massa asfáltica em grande quantidade em aeronaves pequenas fica comprometido devido ao peso. 

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No trabalho, os militares usam pás, picaretas e terra. A faixa central da pista já foi praticamente toda reformada, mas técnicos avaliaram que os acostamentos também precisam de recuperação. O governo pretende chegar ao local com aeronaves de carga, como o C-105 da Força Aérea Brasileira (FAB) ou até mesmo o KC-390.

Sem prazo

Ainda sem prazo de conclusão, a reforma da pista vai permitir a futura instalação de um hospital de campanha no polo base, que atenderá casos de média complexidade entre os indígenas, reduzindo o volume de deslocamentos aéreos para Boa Vista. Além disso, o governo pretende suprir o abastecimento de água perfurando poços artesianos e construindo cisternas, o que também depende de deslocamento de maquinário adequado para as obras.

Além de dispor uma pista asfaltada para pousos e decolagens, o polo base de Surucucu abriga o 4º Pelotão de Fronteira (PEF) do Exército Brasileiro. Por ali, a única forma de acesso entre diversas comunidades é exclusivamente por via área. O aeródromo fica a quase 300 km Boa Vista em pouco mais de 1h de voo sobre a floresta densa. 

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Edição: Nélio Neves de Andrade

Fonte: EBC Geral

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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