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Litoral norte de SP: Caixa antecipa Bolsa Família e Saque Calamidade
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A Caixa iniciou hoje (24) a adoção de medidas de apoio aos moradores dos municípios paulistas de Bertioga, Caraguatatuba, Guarujá, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, atingidos pelas fortes chuvas. Entre as ações, estão Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a retirada antecipada do Bolsa Família, o envio de equipes de apoio, pausa em contratos habitacionais e condições especiais em linhas de crédito. Agências da Caixa iniciam o atendimento mais cedo, às 9h, a partir de hoje, para atender aos moradores dos seis municípios.

Os contratos de financiamento de imóveis poderão ter uma pausa de até 90 dias, caso o contratante assim deseje, o que deve ser solicitado nas agências do banco. As prestações serão incorporadas ao saldo devedor dos clientes.
O banco também irá oferecer suporte imediato aos clientes para acionamento de seguro habitacional e procedimentos para que possam garantir indenizações. Além disso, equipes técnicas da Caixa estarão na região para avaliar o impacto das chuvas nos empreendimentos de habitação social e prestar apoio aos moradores.
Outra ação que entra em vigência, em favor dos moradores da região, é a simplificação do acionamento de sinistros pela Caixa Seguridade, com pagamento de indenizações para processos de até R$ 10 mil do Seguro Residencial. O prazo para análise é de dois dias úteis, que passam a contar a partir do envio do orçamento e fotos do imóvel. Para seguro de vida, o prazo é de três dias úteis após o envio do atestado de óbito.
O temporal que atingiu os municípios do litoral norte de São Paulo no último fim de semana foi considerado pelo governo paulista uma das maiores tragédias já ocorridas no estado. O município de São Sebastião foi um dos mais afetados, com deslizamentos de encostas, alagamentos, deixando bairros isolados e causando a morte de até 50 pessoas.
O atendimento da Caixa pode ser feito pelo WhatsApp, pelo telefone 0800 104 0104 e pela internet. Também há os aplicativos específicos para cada benefício, como Caixa Tem, Habitação Caixa, FGTS e Bolsa Família.
Matéria alterada às 12h06 e às 12h10 para ajustes nos dois primeiros parágrafos e no título.
Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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