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“Intervenção não é baseada na falta de recursos, mas na péssima gestão”
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O deputado estadual Beto Dois a Um (PSB) criticou o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e afirmou que sua “péssima gestão’ foi responsável por instaurar a intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá.
Não existe nenhum morador nesse Município que não saiba o caos que essa saúde vem se tornando
Segundo o parlamentar, não foi falta de repasse de recursos por parte do Governo e sim uma má administração do prefeito que levou ao caos que os hospitais municipais se encontram.
“Essa intervenção não é um desejo do Governo do Estado e sim uma decisão judicial que o Governo se vê obrigado a cumprir”, afirmou à imprensa nesta quarta-feira (15).
“A decisão judicial que propôs a intervenção não é baseada na falta de dinheiro e sim baseada pela péssima gestão administrativa da Prefeitura Municipal em relação à Saúde”, completou.
Na semana passada a maioria dos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu pela retomada da intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá, após inúmeras denúncias de irregularidades. Foram 9 votos favoráveis e 4 contrários.
Ao de apreciar a decisão da intervenção, Beto concordou que a Saúde de Cuiabá precisava ser tirada das mãos de uma “quadrilha” e citou as prisões que ocorreram durante a prisão de Emenuel.
“Sim, é óbvio, se eu perguntar para cada um quantas prisões nós tivemos [na Saúde], acho que vamos até ter números divergentes, porque se perdem as ações. É um fato que isso precisa ser contornado e isso já está na mão dos órgãos competentes”, disse.
O parlamentar ainda discordou de que a intervenção do Estado no Município poderia abrir precedentes para que a situação ocorresse em outras cidades do Estado.
Para Beto, caso não fosse feito nada em meio ao caos instaurado na Saúde de Cuiabá poderia haver precedentes para que outros “péssimos gestores” se sentissem encorajados a ter uma má atuação à frente dos municípios.
“É nítido que Cuiabá passar por muitas dificuldades em várias áreas e a Saúde acaba sendo a mais gritante porque trata da vida das pessoas, é o impacto direto”, explicou.
“Não existe nenhum morador nesse Município que não saiba o caos que essa saúde vem se tornando na vida das pessoas. Torço para que tudo se resolva da melhor forma possível”, concluiu.
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Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados em pesquisa para deputado estadual em Mato Grosso
A corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) segue marcada por um alto índice de indefinição do eleitorado. Pesquisa de intenção de voto espontânea realizada pelo Instituto Mais, por encomenda do Portal VG Notícias, revela que 62,7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 20,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, os dois grupos representam 83% do eleitorado sem um voto definido.
Entre os nomes lembrados espontaneamente pelos entrevistados, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) lidera com 1,8% das citações.
Indecisão é o principal cenário da disputa
O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual ainda está em uma fase inicial de consolidação. Como a pesquisa foi realizada no formato espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos aos entrevistados, o percentual elevado de indecisos demonstra que a maioria dos eleitores ainda não definiu sua escolha para a ALMT.
Além dos 62,7% que não souberam responder, os 20,3% que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto ampliam o cenário de indefinição para mais de oito em cada dez eleitores.
Lúdio lidera lembrança espontânea; Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados
Na pesquisa espontânea, Lúdio Cabral aparece na primeira colocação, com 1,8% das intenções de voto. Em seguida estão Dr. João (MDB), com 1,5%; Thiago Silva (MDB), com 1,4%; Gilberto Cattani (PL) e Max Russi (Podemos), ambos com 1,3%; e Eduardo Botelho (MDB), com 1,2%.
Na sequência aparecem Aldecino Lopo (Podemos) e Nininho (PSD), ambos com 0,8%, seguidos por Meraldo Sá (Podemos) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 0,7% cada. Jéssica Riva registra 0,5%, enquanto Valdir Barranco (PT) soma 0,4%.
O levantamento também registra um grupo de candidatos lembrados por 0,3% dos entrevistados. Entre eles está Alex Rodrigues, além de Moacir Couto, Zé Carlos do Pátio, Alan Porto, Diego Guimarães, Beto Dois a Um, Carlos Sirena, Ari Lafin, Léo Bortolin, Alcino Barcelos e Adenilson Rocha.
Segundo o relatório divulgado, candidatos com percentual inferior a 0,3% não foram individualizados na tabela da pesquisa.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Mais entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes municípios de Mato Grosso.
A pesquisa possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A definição da amostra utilizou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022.
O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.
