MATO GROSSO
Cattani sugere que plano contra vida de Moro veio da esquerda
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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que os planos de ameaça contra autoridades políticas no Brasil “sempre existiram” e atribuiu a prática à esquerda.
Isso é algo que sempre existiu, principalmente do lado da esquerda, quando se fala sobre luta armada
Cattani lembrou da luta armada, que acontecia no país durante a ditadura militar. Nesta época os grupos de oposição, maioria de esquerda, se juntaram para combater o regime.
“Já tivemos morte de Celso Daniel e outras pessoas importantes da política brasileira. Isso é algo que sempre existiu, principalmente do lado da esquerda, quando se fala sobre luta armada, querendo impor no Brasil uma ditadura do proletariado”, afirmou.
O plano contra as autoridades virou assunto na semana passada, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação de combate a um plano de ataque do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na ação foi descoberto que o grupo pretendia realizar ataques contra servidores públicos e autoridades, entre eles o ex-juiz e atual senador do Paraná, Sergio Moro (União).
Para Cattani, o caso se assemelha ao que houve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na época em que foi esfaqueado, durante sua campanha em 2018. De acordo com o deputado, o caso de Moro também veio “do outro lado”.
“Do lado oposto, se querem matar o Sérgio Moro é aquele que quer ferrar com ele. Qualquer um que seja contra o Sérgio Moro”, disse.
Ao ser questionado sobre quem seria o outro lado, Cattani desconversou, mas deu a entender que era um ato de esquerda também.
Na semana passada, o presidente Lula (PT) afirmou que, quando esteve preso, chegou a dizer que só estaria bem quando “f… O Moro”.“Se alguém me matar é alguém que eu estou contrário. Por exemplo, eu vivo falando aqui sobre o MST e essa vagabundagem de invadir terra, certamente se atentarem contra minha vida, vem desse pessoal”, afirmou.
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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá
O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.
O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.
Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.
Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.
Alex Rodrigues propõe comissão permanente
Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.
Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.
Curitiba é citada como exemplo
Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.
Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.
Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.
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