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Motoboys responsabilizam prefeito pela morte de idoso e fazem protesto na frente da casa de Pinheiro

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Sangue no asfalto. Vida perdida. Família desolada. Colegas de profissão inconformados. Comoção nas redes sociais. Silêncio do falastrão prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. O entregador Orlando Gomes de Lima, 60 anos, morreu em fatídico acidente na noite de ontem (quarta), na Avenida Oito de Abril, área central de Cuiabá. Ao tentar desviar de um buraco, o trabalhador perdeu o controle da moto, caiu e foi atropelado por um carro que passava pelo local. 

Não foi um simples acidente. Trata-se de morte anunciada. As ruas de Cuiabá estão intransitáveis. A buraqueira danifica carros e motos, causa acidente e morte. Orlando foi apenas mais uma vitima da desastrada gestão Pinheiro. Um governo que mata pela precariedade do serviço de Saúde e mata pela não conservação da malha asfáltica da cidade. A revolta dos colegas do trabalhador morto é perfeitamente compreensível. 

Movidos por essa indignação santa, motoboys e entregadores de aplicativo fizeram uma grande manifestação, nesta quinta-feira (30), em protesto pela morte do idoso. Após percorrer as ruas do Centro, o grupo fez protestos em frente à Prefeitura de Cuiabá e à Câmara Municipal. Nesse momento os trabalhadores do asfalto estão reunidos em frente à mansão de Emanuel Pinheiro, no bairro Jardim América. O ato e os gritos que ecoam são por justiça. Alguém precisa ser responsabilizado pela morte de Orlando Gomes de Lima. Ah, como precisa!

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A BRONCA POPULAR

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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