MATO GROSSO
Dia de campo mostra clones de café Robustas Amazônicos para o cerrado mato-grossense
MATO GROSSO
O encontro apresentou os resultados preliminares do estudo da seleção de 52 clones dos cafeeiros Robustas Amazônicos. Nesse ano será colhida a primeira safra para verificar os materiais genéticos mais produtivos e adaptados nos principais polos produtores de café localizados nas regiões Norte e Noroeste de Mato Grosso.![]()
O Dia de Campo foi realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), por meio da Empaer, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Prefeitura de Tangará da Serra e Fundação de Amparo à Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural de Mato Grosso (Fundaper).
Durante o evento, foram mostradas as boas práticas agrícolas referentes ao preparo da área e manejo de pragas e doenças.
O pesquisador da Empaer e coordenador do Projeto de Pesquisa de Validação de Clones Coffea Canephora para o Estado, Wininton Mendes, pontua que o objetivo é chamar a atenção dos cafeicultores quanto aos aspectos relacionados ao manejo sustentável da lavoura, para obtenção de maior eficiência dos cultivos.
Mendes relata que o trabalho de pesquisa começou em 2020, e a primeira colheita de avaliação será feita nos próximos meses, com clones de ciclos precoce, médio e tardio. A finalidade da pesquisa é identificar os melhores clones para compor a tecnologia de produção do café Robusta no Estado de Mato Grosso.
“No final de 2024, teremos resultados dos materiais genéticos mais produtivos com informações importantes para a tomada de decisão do produtor rural”, afirma.![]()
O pesquisador da Embrapa, Marcelo Curitiba Espíndula, comenta que, para implantação da lavoura, é necessário que o produtor faça um planejamento com a escolha e preparo das mudas, época de plantio, preparo do solo, como identificar corretamente as principais pragas da cultura e quanto aos aspectos relacionados ao manejo sustentável da lavoura e a obtenção de maior eficiência dos cultivos.
“Dia de Campo é uma excelente oportunidade para os produtores de café se atualizarem sobre as tecnologias disponíveis, para aprimorarem a produção e a qualidade dos grãos de café”, comenta.![]()
Os visitantes percorreram quatro estações de difusão de conhecimento. Na primeira, o coordenador do Campo Experimental de Tangará da Serra, Welington Procópio, abordou sobre a produção de mudas clonais de qualidade.
Da segunda a quarta estação, a equipe da Embrapa apresentou sobre a implantação da lavoura: tratos culturais e manejo nutricional com João Maria Diocleciano; manejo integrado de pragas e doenças, com José Nilton Medeiros Costa; e na última estação com Marcelo Curitiba Espíndula, que mostrou o desempenho agronômico dos Robustas Amazônicos no cerrado mato-grossense.
O presidente da Empaer, Renaldo Loffi destaca que o trabalho de validação de clones de café possibilita ao produtor maior segurança na implantação da lavoura com materiais genéticos testados e avaliados pela Embrapa, e a condução dos experimentos pelos pesquisadores e técnicos da Empaer nas diferentes regiões do Estado.
Para avaliar o desempenho dos materiais genéticos, foram instaladas duas unidades de pesquisa nos municípios de Tangará da Serra e Sinop, para a escolha das melhores cultivares com maior adaptação nos principais polos produtores de café.
De acordo com o presidente da Empaer, o Dia de Campo oferece ao agricultor informações técnicas com orientações sobre gestão da atividade cafeeira, bem como planejamento do cultivo do café e demais assuntos relacionados ao campo para um bom plantio. Ele elogiou o trabalho e a participação dos agricultores para desenvolver a cafeicultura na região.
“Nos próximos anos teremos resultados satisfatórios oferecendo novas tecnologias voltadas para atender a agricultura familiar e gerando lucro e renda”, enfatiza Loffi.![]()
Participaram da solenidade o prefeito municipal Vander Masson, o deputado estadual Dr. João José de Matos, secretário adjunto da Seaf, Clóvis Figueiredo Cardoso, presidente da Câmara de Vereadores, Romer Yamashita, secretários municipais de agricultura, produtores rurais, estudantes, técnicos e pesquisadores.
Fonte: Governo MT – MT
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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”