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Governo de Mato Grosso investe R$ 14,6 milhões para erradicar o analfabetismo

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O Governo do Estado investe neste ano mais de R$ 14,6 milhões no Programa Mais MT Muxirum, que tem a meta de alfabetizar cerca de 23 mil jovens e adultos em todas as regiões do Estado. O objetivo é erradicar o analfabetismo em Mato Grosso, beneficiando cidadãos com 15 anos ou mais que tiveram os seus estudos interrompidos por algum motivo. Em 126 municípios, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) já recebeu 22.609 inscritos, ficando próximo de cumprir a meta. Nos dois últimos anos, 2021 e 2022, o programa já havia recebido um total de R$ 15 milhões em investimentos.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, “o governador Mauro Mendes entende que a realidade do analfabetismo tem que ser mudada. Então, nesse ano, decidimos ampliar os investimentos para alfabetizar mais de 23 mil jovens e adultos. Se houver mais demanda do que o previsto, também estaremos prontos para atender a todos”.

Inocêncio Manoel, de 80 anos, é um dos beneficiados com o Mais MT Muxirum. Morando há mais de um ano na Fundação Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá, ele conta que tem passado dias mais ocupados, já que está se esforçando na leitura e escrita de segunda-feira a sexta-feira. O que o estudante de 80 anos quer, segundo ele, é promover uma mudança de vida. Sentindo muito a falta da família, Inocêncio contou que os estudos têm sido um apoio, pois, assim ele consegue manter a mente ocupada e as horas se passam sem que ele perceba com mais frequência a ausência de seus familiares. “Voltar a estudar me fez bem”.

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Já Eva Reis, de 74 anos, disse que sempre gostou da leitura, porém, como frequentou por pouco tempo a escola quando ainda era jovem e morava em uma fazenda distante de Cuiabá, procurou o programa para desenvolver novas habilidades com as palavras. Uma garantia é que já consegue assinar o próprio nome. “Me sinto realizada”, disse, sorrindo.

A pedagoga Rita Valéria, uma das professoras do programa no abrigo, detalha que as atividades curriculares são inseridas dentre uma atividade ou outra dentro da instituição, pois o processo da aprendizagem deve ser realizado com calma, paciência e no tempo do aluno. “No abrigo há horário para tudo, até para estudar. Atividades físicas, as rotinas de alimentação e higiene não atrapalham a alfabetização, que está inclusa dentro deste processo”.

Mariza Leal é uma das coordenadoras do programa no município de Cuiabá. Ela observa que no abrigo tem 81 idosos, e, destes, 36 são estudantes da alfabetização. No município, são 68 turmas que contam com professores capacitados e orientados para trabalhar com dedicação e, em muitos casos, de forma individualizada. “Nosso trabalho se desenvolve nos lugares onde há necessidade, como por exemplo, abrigos, igrejas, associações de bairros, em propriedades rurais. Tudo com o objetivo de oportunizar uma vida melhor dentro da educação a esses estudantes”, lembrou.

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O Programa Mais MT Muxirum faz parte do projeto Educação 10 Anos e é estruturado com Orientações Administrativas, Logísticas, Financeiras e Orientações Pedagógicas. O processo pedagógico constitui de: Formulário de entrada dos estudantes/Google Forms/preenchimento, perfil dos estudantes (analfabetos e analfabetos funcionais), metodologia pedagógica, habilidades de ensino e alfabetização. Além disso, conta com oficinas de atividades lúdicas para o processo de ensino e aprendizado, avaliação diagnóstica de saída e mensuração dos resultados.

Seguindo os padrões da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento de Referência Curricular de Mato Grosso (CRC-MT), o programa contempla em seus conteúdos as competências e habilidades para alfabetização, conforme as necessidades de cada estudante, considerando o processo de ensino e de aprendizagem.

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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