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“Faltou mais gestão do que dinheiro”, diz conselheiro do TCE

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O conselheiro Sérgio Ricardo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), afirmou que a falta de gestão da Prefeitura foi fator crucial para o agravamento na situação da Saúde de Cuiabá.

“Nas análises que nós fazemos não vemos a falta de repasse de recursos que eram devidos do Estado ao Município. Então, na minha opinião de cidadão, faltou mais gestão do que dinheiro”, disse.

O conselheiro, que preside a Comissão Especial que acompanha a intervenção do Estado na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), creditou à nova gestão comandada pela servidora Danielle Carmona a evolução que vem ocorrendo na Pasta.

“A partir do momento que a gestão passou a ser feita por uma intervenção e houve aplicação de recurso do Estado, a Saúde começou a se desenvolver. Os nós que existiam começaram a se desfazer”, afirmou.

Segundo Sérgio Ricardo, houve uma “evolução” na Saúde, que agora consegue prestar serviços à população. Além disso, problemas que antes eram cotidianos, como falta de medicamentos, também foram solucionados pela intervenção.

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“Eu vejo que durante a intervenção a população está tendo atendimento”, afirmou.

Prorrogação da intervenção

Pouco menos de um mês para acabar os 90 dias de intervenção na Saúde de Cuiabá, o conselheiro revelou que ainda esta semana será encaminhado um relatório ao TCE para analisar se será necessário alongar o prazo de intervenção.

Nesta semana, o procurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Júnior pediu ao Tribunal de Justiça que a intervenção prossiga até dezembro deste ano.

O pedido será analisado pelo desembargador Orlando Perri.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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