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Gefron apreendeu 7,7 toneladas de entorpecentes de janeiro a maio deste ano

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As ações repressivas executadas pelo Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) na fronteira entre Mato Grosso e Bolívia resultaram na apreensão de 7,7 toneladas de drogas de janeiro a maio deste ano. Os principais entorpecentes são pasta base, cocaína e maconha.

A força especializada atua diretamente na faixa de fronteira com cobertura em 28 municípios. A Base Operacional da unidade está localizada em Porto Esperidião (distante 322,7 km de Cuiabá). A Base de Inteligência e o Canil ficam em Cáceres (distante 219 km de Cuiabá).

Além do combate ao tráfico de entorpecentes, o Gefron fez apreensão de moeda nacional e de madeiras nestes cinco primeiros meses de 2023. No caso da moeda nacional, as ações policiais resultaram na apreensão de mais de R$ 11 mil. Já com relação às apreensões de madeira, o Gefron apreendeu 68 m3.

Para o coordenador do Gefron, tenente-coronel PM Manoel Bugalho Neto, o volume expressivo de apreensões é resultado do empenho dos policiais, além dos investimentos feitos pelo Governo do Estado.

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“Os recursos em investimento e custeio empregados pelo Governo do Estado possibilitam o Gefron ser umas das forças de segurança mais equipada e preparada do Brasil. Soma-se a isto, a dedicação dos operadores e a capacidade de trabalhar integrado junto a outras forças de segurança. Desta forma, o Gefron tem entregado um serviço de qualidade e eficiência”.

Fonte: Governo MT – MT

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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