CUIABÁ
Câmara e AL formarão comissão para cobrar políticas para migrantes
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A Câmara Municipal de Cuiabá, a Assembleia Legislativa e entidades representativas dos migrantes vão compor uma comissão para discutir medidas voltadas a esta parcela da população na capital e no estado.
O tema foi debatido durante a audiência pública realizada nesta segunda-feira (19) pelo deputado estadual Valdir Barranco e pela vereadora Edna Sampaio, ambos do PT, na Assembleia Legislativa, com o tema “Migração, soberania alimentar e políticas públicas para a população migrante”.
Além dos legislativos municipal e estadual, a comissão reunirá representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), da Defensoria Pública da União (DPU), do Centro Pastoral Migrante, da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), da Polícia Federal, da Associação de Defesa dos Haitianos Imigrantes e Migrantes em Mato Grosso (ADHIMI-MT) e do Centro de Direitos Humanos. A primeira reunião da comissão está marcada para a próxima quarta-feira (21).
Os participantes da audiência cobraram o cumprimento das leis municipais nº 6.668/21, de autoria da vereadora Edna Sampaio (PT), que inseriu no calendário municipal a Semana Municipal do Migrante e da lei municipal, e nº 6.691/21, de autoria do executivo, que cria a política municipal dos migrantes, e da lei estadual 11.162/20, que institui a política estadual para o segmento. A legislação prevê, entre outras medidas, a criação dos conselhos estadual e municipal de atenção aos migrantes, e de Centros de Atendimento a esta população.
Durante a audiência, os migrantes também cobraram medidas urgentes para atender as famílias acolhidas pela Casa de Acolhimento, garantindo que sobrevivam fora da institucionalização.
Também ficou definido que serão feitos esforços para debater o acesso dos migrantes à moradia e a vereadora Edna salientou que este tema será debatido em uma audiência pública que será realizada pela Câmara no dia 5 de julho, tendo como pauta o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.  
Ela também destacou que o gabinete vem discutindo com a Universidade Federal de Mato Grosso e a Universidade do Estado de Mato Grosso medidas para acelerar a revalidação dos diplomas dos migrantes. Outra demanda é a criação de programas de extensão e de sobrevagas para incluir os migrantes nos cursos de graduação, em parceria com as universidades e o IFMT.
Também será discutida a criação de programas de economia solidária e de promoção da empregabilidade para a população migrante, em parceria com a Coetrae e com a Superintendência da Polícia Federal de Mato Grosso.
“Sabemos muito bem porque temos que instituir a Semana do Migrante para dar visibilidade e à luta por direitos de um povo que, como todos os outros que estão aqui em Mato Grosso, são migrantes.  Em algum momento de nossa história todos nós viemos de algum lugar”, disse a vereadora.
Ela destacou que seus antepassados foram forçosamente obrigados a resistir ao maior holocausto da história brasileira, a escravidão, e até hoje enfrentam a exclusão, e enfatizou a diferença entre eles e os migrantes europeus, que contaram com a generosidade do estado para constituir seu patrimônio.
A parlamentar disse que esteve três vezes em Brasília para discutir a situação dos haitianos com o Ministério dos Direitos Humanos e cobrou a implementação das políticas públicas estaduais e municipais para o avanço na garantia de seus direitos.
“Neste momento de nossa história, as migrações são resultado de lutas de um mundo em transformação, onde há um império em decadência, os Estados Unidos (sempre pronto a acumular riquezas e  impedir  a soberania dos países) e o país emergente, que é a China e outros agregados, que vão formar um poder impedirá que o mundo seja unipolar”, disse.
Ela analisou que os migrantes foram produzidos pelos países ricos, que invadiram países como o Haiti e a Venezuela à procura de suas riquezas, sem olhar para as vidas que ali estavam e precisam ser preservadas.
“Nosso povo, que veio de tão distante para reconstruir sua vida aqui, merece de nossas autoridades o cuidado com estas vidas, que não é baseado na bondade dos governantes, mas na responsabilidade legal, jurídica e constitucional”, disse.
Valdir Barranco destacou que a migração sempre fez parte da história do país, que a nação já teve tempo para aprender a acolher bem aos migrantes, mas que, durante o governo Bolsonaro, houve um aumento da xenofobia, além de ausência de políticas públicas.
Ele lembrou que, de acordo com dados do Observatório das Migrações Internacionais, cerca de 1,3 milhões de migrantes residem no Brasil e o número de novos refugiados reconhecidos anualmente aumentou mais de 24% entre 2011 e 2020. 
Barranco destacou que a legislação municipal foi apontada como exemplo de boas práticas de inclusão ao migrante pela Rede Sem Fronteiras (RSF), entidade composta por 18 organizações da sociedade civil sediadas em 7 países que atuam na defesa de migrantes e refugiados.
“O Centro Pastoral de Migrantes nos mostra as mais diversas como podemos abraçar a demanda de pais e filhos que sofrem tanto longe de tudo que conhecem. Estamos realizando esta audiência para falar sobre o assunto da maneira mais exaustiva possível e buscar formas de criar meios de auxílio aos migrantes e elaborar programas de políticas públicas voltadas a eles. Precisamos diminuir a vulnerabilidade, assegurar os direitos básicos e promover a empregabilidade dos trabalhadores migrantes, resgatados e vulneráveis em Mato Grosso, por meio de ações integradas de proteção a esta população dos riscos de aliciamento para trabalho escravo e outras formas de exploração”, afirmou.
Segundo Clércius Monestine, presidente ADHIMI-MT, os migrantes enfrentam diversas dificuldades e Mato Grosso oferece piores condições de sobrevivência do que outros estados. 
Ele falou sobre a necessidade das famílias haitianas de se unificarem e lembrou que, desde 2021, elas tentam sem sucesso trazer seus familiares para Mato Grosso, já tendo acionado a Justiça Federal, o Ministério dos Direitos Humanos e outras autoridades em busca de apoio.
“A embaixada brasileira no Haiti está falhando em sua missão. A Justiça não entende que quanto mais tempo eles ficarem na capital do Haiti, a insegurança fica maior. Precisamos reunir estes familiares. Em 12 de outubro de 2020, escrevi à embaixada para trazer a minha mãe. Mas ela faleceu em janeiro de 2022 sem conseguir entrar no Brasil”, disse ele.
As demandas serão reunidas em um documento que será encaminhado pela comissão às autoridades competentes. A audiência contou também com representantes das seguintes instituições: Defensoria Pública da União, Fórum de Direitos Humanos e da Terra, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Superintendência Regional do Trabalho, Superintendência da Polícia Federal de Mato Grosso, Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes,  Superintendência da Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania.
Também estiveram presentes o reitor da UFMT, Evandro Aparecido Soares da Silva, e o deputado estadual, Wilson Santos.
Da Assessoria
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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Vereador Alex Rodrigues promove café da manhã com foco no futuro da política mato-grossense ao lado da deputada Janaína Riva
No último sábado (30), o vereador Alex Rodrigues realizou um café da manhã especial com lideranças e apoiadores para debater os rumos da política em Mato Grosso. O encontro teve como destaque a presença da deputada estadual Janaína Riva, que reconheceu publicamente o trabalho desempenhado por Alex e sua equipe na Câmara Municipal de Cuiabá.
Durante o encontro, Alex Rodrigues ressaltou a importância de construir pontes entre o legislativo municipal e estadual, destacando que parcerias sólidas são fundamentais para melhorar a vida do povo cuiabano e mato-grossense.
“Estamos aqui para unir forças e pensar no futuro. Nosso foco é sempre o bem da população, especialmente daqueles que mais precisam”, afirmou o vereador.
A deputada Janaína Riva elogiou a atuação do parlamentar e sua equipe, reconhecendo o comprometimento de Alex com pautas sociais e comunitárias. Ela também reforçou que a união entre mandatos comprometidos é o caminho mais eficaz para transformar a realidade do estado.
Ao final do encontro, Alex e Janaína debateram sobre ideias voltadas para áreas como saúde, assistência social e geração de emprego, reforçando o compromisso de ambos com a construção de um Mato Grosso mais justo e desenvolvido.
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MATO GROSSO3 dias atrásItaipava transforma aviso legal em alerta contra o assédio e propõe novo padrão de comunicação no mercado cervejeiroDurante décadas, o texto legal das campanhas de cerveja cumpriu uma função obrigatória. Presente em todas as peças do setor, a mensagem “Beba com moderação” acabou se tornando invisível aos olhos do público. A partir desse diagnóstico e amparada por uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a marca para esse 2026, a Itaipava decidiu ressignificar esse espaço para chamar atenção a um problema urgente da sociedade brasileira: o assédio, especialmente intensificado durante o Carnaval. Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
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