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Presidente da AMM defende alterações no texto da reforma tributária e apresenta demandas a relator

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A Reforma Tributária e os impactos para os municípios foi o tema central do Encontro Municipalista, realizado nesta terça-feira (4), em Brasília, com a participação de lideranças de todo o país. O assunto está sendo amplamente discutido nos últimos dias, pois existe uma expectativa de que a Proposta de Emenda Constitucional que trata da mudança no sistema tributário seja votada esta semana, na Câmara Federal. O evento contou com a presença do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que é o relator da PEC da Reforma na casa legislativa.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, que integra o Conselho Político da CNM, participou do encontro e alertou o relator e demais participantes da mobilização sobre os reflexos da reforma na economia de estados e municípios.

Fraga defendeu alterações na proposta, que se aprovada como está, vai impactar as finanças de vários entes federados. O dirigente ponderou que a reforma representa um sério risco para a indústria em Mato Grosso, considerando a vedação que impõe aos incentivos fiscais. Lembrou que dos 141 municípios, 131 possuem indústrias atendidas com o benefício.  “Alertei o relator que se aprovar a reforma como está significa decretar falência a muitas empresas instaladas em Mato Grosso, além de fechar as portas para novos investimentos que poderiam ser atraídos através do apoio fiscal”, assinalou.

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Na ocasião, ele também expôs os impactos no setor produtivo de Mato Grosso que terá que pagar mais impostos caso a reforma seja aprovada sem alteração. Ressaltou a situação dos produtores de matéria prima provenientes do agronegócio de Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Pará, entre outros estados localizados distantes dos grandes centros consumidores, dos portos de exportação e com logística deficiente, baseada em transporte rodoviário. “Essa situação afeta diretamente os cidadãos, pois o alto custo de produção reflete no aumento da cesta básica”, frisou.

A proposta em discussão em Brasília prevê a extinção de cinco tributos: IPI, PIS, Cofins, ISS e ICMS. Além disso, prevê a mudança da tributação do local de produção para o local de consumo, a vedação de incentivos fiscais, adoção de alíquota uniforme para todos os bens e serviços, sem considerar diferenças regionais, entre outras alterações no sistema tributário nacional. De acordo com estudo realizado pelo governo de Mato Grosso, o estado pode perder 20% da arrecadação ao longo dos anos, com consequente reflexo em sua capacidade de investimento, de aquisição de empréstimo e de pagamento.

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Durante a reunião, em Brasília, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, apresentou mais quatro pontos que foram avaliados pelos municipalistas como importantes dentro do texto. Entre esses pontos estão: compras públicas com imunidade recíproca plena; participação paritária da governança no conselho deliberativo; destinação automática dos recursos; e fundos estaduais e federais com transição partilhados com os Municípios.

O Encontro Municipalista, que contou com a participação de mais de 500 gestores de todo o país, também tratou de outras pautas, como o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o piso da enfermagem.

 

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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia

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Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.

A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.

“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.

Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.

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O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.

Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.

O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0

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