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AmorEquo: Botelho destina selas adaptadas para equoterapia

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Nesta terça-feira (25), o deputado estadual Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) acompanhou a entrega de novas selas de equoterapia e outros equipamentos ofertados aos 85 praticantes da Sociedade Hípica Cuiabana (SHC), na Alameda Júlio Muller, em Várzea Grande. As selas inglesas, adaptadas às pessoas com deficiências ou mobilidades reduzidas foram adquiridas por meio de emenda do parlamentar no valor de R$ 100 mil, e viabilizadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O atendimento gratuito ofertado às crianças acima de dois anos de idade, adolescentes e adultos do projeto AmorEquo conta com apoio de vários parceiros.

“Estou feliz de contribuir com a equoterapia, que muda vidas de pessoas”, diz Botelho, ao conhecer o AmorEquo

O deputado conheceu as atividades desenvolvidas com portadores de necessidades especiais, paralisia cerebral, atrofias musculares ou diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e síndrome de down.  “Estou muito feliz de contribuir com esse trabalho que proporciona melhorias na qualidade de vida dos praticantes e da família. São sessões de terapias que mudam vidas de pessoas”, comentou Botelho, que enalteceu a função social do projeto.

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Além das selas especiais os recursos destinados pelo presidente da ALMT possibilitou a compra de acessórios como cabeçada, cabresto, manta, protetor, estribo, entre outros itens, utilizados na montaria do cavalo. A prática é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como recurso terapêutico de reabilitação motora, em 9 de abril de 1997. Os benefícios físico, social e psíquico também garantiram a regulamentação da Lei Federal 13.830/2019, que dispõe sobre a prática da equoterapia.

Ryan, 10 anos, tem TDH e após 3 anos no AmorEquo melhorou comportamento e as notas na escola

“É uma atividade que mudou a vida do meu filho. Era uma criança dispersa, não era inclusivo e tinha comportamento muito difícil. Hoje, ele é mais independente e até gosta de animais”, afirma Érika Carolina Santos Teixeira, mãe do Ryan Gustavo, 10 anos, que tem TDAH e há três anos integra o projeto AmorEquo. Atualmente, o menor pratica hipismo e obteve melhoras no rendimento escolar.

Nas segundas e terças (manhã e tarde), as sessões de terapia sobre o cavalo são realizadas na SHC, em Várzea Grande. Os praticantes se empoderam e criam vínculos tanto com o animal quanto com os instrutores. Segundo a fisioterapeuta da Sociedade Hípica Cuiabana, Anoura Carvalho, a equoterapia resulta na melhora da postura, coordenação motora, equilíbrio, fortalecimento muscular, alongamentos, respiração, interação social e autoestima.

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Botelho viabilizou equipamentos de fisioterapia para Sociedade Hípica Cuiabana: ultrassom, eletroterapia e escada

Nova sala de fisioterapia

O presidente da Sociedade Hípica Cuiabana, Caio Paes de Barros, conta que a instituição oferece ainda sala de fisioterapia aos pacientes que necessitam das sessões diariamente, mas tiveram alta do serviço na rede Sistema Único de Saúde (SUS). Para auxiliar na demanda, o deputado Botelho viabilizou ultrassom, eletroterapia, escada de canto e demais aparelhos de reabilitação. “Temos crianças bem comprometidas aqui, com paralisia cerebral. Elas precisam da fisioterapia. Sem movimentos, vão sentindo dores e encurtamentos dos nervos. Estamos tendo ótimos resultados”, diz Caio Barros, que agradece Botelho por ter contribuído com a estruturação da sala.

Agendamentos

Para ter acesso ao tratamento oferecido pela equipe composta por pedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo, é necessário ter prescrição médica. Os agendamentos são feitos pelo presidente da SHC, Caio Barros. A Sociedade Hípica Cuiabana fica dentro do Rancho Marca Espora, na Alameda Júlio Muller, em Várzea Grande. Mais informações: (65) 99243-0002.

 

EDUARDO BOTELHO

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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