Search
Close this search box.
CUIABÁ

BRASIL

Arte e inovação se encontram no 7º Festival Amazônia Mapping, em Belém

Publicados

BRASIL

O Festival Amazônia Mapping, considerado um dos maiores eventos de arte, inovação e tecnologia do Brasil, completa 10 anos em sua sétima edição na capital paraense, Belém, nos dias 5 e 6 de agosto. “Estamos muito felizes pelos dez anos do festival, pelo que se configurou para o Brasil e para o mundo”, disse à Agência Brasil a curadora Roberta Carvalho, também diretora artística e idealizadora do Festival Amazônia Mapping. 

Embora tenha sido iniciado em 2013, o evento não teve edições contínuas por falta de patrocínio. A edição de 2023 representa o primeiro projeto apoiado pela Lei Rouanet. Ele tem patrocínio da Heineken, Instituto Vale e Oi. “É um processo de constante trabalho para fazer o festival acontecer“, destacou Roberta, que considera “muito desafiador“ fazer cultura na Amazônia.

O Amazônia Mapping, que fala de arte e tecnologia pelo olhar de amazônidas, e é um marco importante para os organizadores. O festival será realizado no Museu do Estado do Pará a partir deste sábado (5), com atrações totalmente gratuitas e classificação livre. “Nossa ideia de ocupar os centros urbanos de cidades da Amazônia é trazer conteúdo, novas narrativas, outras visualidades para a arquitetura da cidade, contar outras histórias. Faz parte do nosso objetivo enquanto festival”.

O evento também será realizado em Alter do Chão, distrito administrativo da cidade de Santarém (PA), no dia 30 de setembro.

Desdobramento

A novidade deste ano é que o festival terá programação para duas noites, ao invés de uma. Segundo Roberta Carvalho, um dos destaques é a produção pictórica do líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta e escritor brasileiro Ailton Krenak, ainda não muito difundida. São imagens gráficas de fotografia utilizando o estilo de arte urbana e buscando referência na cultura Krenak. A obra se conecta com o discurso do escritor, na Constituinte de 1987.

Leia Também:  Correios lançam selo em homenagem à flora brasileira

“É uma obra impactante que se configura dentro de um momento muito importante para a Amazônia, que será sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em novembro de 2025. Tudo que a gente está construindo para as cidades e para as pessoas, vindo para Belém, é uma oportunidade importante para se falar da Amazônia, da floresta em pé, de uma valorização e uma potência cultural”, disse.

O festival recebeu mais de 100 obras inscritas de todo o país, em uma chamada aberta, das quais mais de 40 já foram selecionadas. Até o domingo (6), haverá ainda encontros de música e imagem. “Ou seja, artistas da música encontram artistas visuais para gerar shows únicos. Temos também o trabalho de um coletivo que vai fazer desenho e animação em tempo real nos jardins do Museu. Enfim, é uma programação extensa, ocupando duas noites, gratuita, livre, para todos os públicos, para falar de Amazônia em primeira pessoa.”

O festival usa a técnica de projeções de grandes proporções, chamada video mapping (técnica de mapeamento de vídeo), na qual se mapeia a arquitetura de um prédio e projeta nela imagens. Cada trabalho conta uma história. “É muito interessante, porque a arquitetura vai se transformando e criando outras possibilidades.”

Shows regionais

Os shows também são gratuitos para o público. Serão realizados dois deles neste sábado (5) e um no domingo (6). O primeiro grupo a se apresentar é a orquestra Uapi, grupo de percussão amazônico, idealizado pelo músico paraense Márcio Jardim e pela cantora e diretora artística Aíla. Uapi vem do tupi-guarani e significa Tambor de Couro Redondo. Em sua apresentação no Festival Amazônia Mapping, o grupo convida Manoel Cordeiro, um dos grandes nomes da música brasileira que nasceu no Norte do país.

Leia Também:  Operação da PF reprime crimes transnacionais de lavagem de dinheiro

A segunda apresentação deste sábado (5), chamada Amazônia Pop, destaca a riqueza cultural da região amazônica, conduzida pela artista paraense Aíla, que convida outros músicos artistas do Pará e Amazonas, Felipe Cordeiro e Victor Xamã, para se juntarem a ela no palco.

Encerrando o festival, o show programado para o domingo (6) traz o Clube da Guitarrada. O movimento foi fundado em 2017 com o objetivo de reunir pessoas interessadas em difundir e fomentar a guitarrada dos antigos mestres e incentivar a nova geração da lambada instrumental, ritmo típico do Pará. O clube vai apresentar um show dançante para os 10 anos do Festival Amazônia Mapping. Entre os convidados estão Mestre Solano, um dos grandes da guitarrada paraense, com 82 anos de idade e 70 anos de carreira, e Eduardo Du Norte, músico e instrumentista da nova geração, natural da cidade de Manaus, integrante do grupo Tambores Encantados.

O festival terá ainda oficinas formativas. “As oficinas tentam instrumentalizar as pessoas da cidade e da região para se apropriarem da tecnologia do video map para a expressão artística e construção dos seus trabalhos visuais”, informou Roberta.

Nas sete edições realizadas, o festival atraiu um público de mais de 50 mil pessoas, contabilizando mais de 200 obras apresentadas e mais de 200 artistas envolvidos. 

Fonte: EBC GERAL

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

Publicados

em

A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

Leia Também:  Pinacoteca de São Paulo abre terceiro prédio na região da Luz

O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

Leia Também:  Rádio Nacional da Amazônia completa 46 anos

Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA