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Governo do Estado já investiu mais de R$ 3 milhões em ações sociais para beneficiar indígenas

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O Governo de Mato Grosso tem realizado diversas ações em benefício da população indígena, por meio dos programas SER Família Indígena, Solidário e Aconchego, idealizados pela primeira-dama Virginia Mendes e executados pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Somente neste ano, foram investidos cerca de R$ 3 milhões pelos programas estaduais.

De janeiro a julho de 2023, foram distribuídos 1.740 cobertores, 3.440 cestas de produtos alimentícios e kit de limpeza e higiene, e também 300 filtros de barro para as comunidades indígenas. Também foram entregues 4.287 cartões de transferência de renda, do SER Família Indígena; três caminhonetes pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), e 12 cadeiras de rodas através do SER Família Inclusivo, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

“Eu estava ansiosa por esse dia e digo que eu tenho uma alma indígena. Amo vir para as aldeias. Eu agradeço a todos que estão aqui, em especial a toda equipe que trabalha com a gente. A união faz a força, então é só agradecer mesmo o esforço de todos para fazer essas ações. É como eu sempre falo, ninguém faz nada sozinho”, disse a primeira-dama do Estado.

Na última semana, indígenas das aldeias Sangradouro, da etnia Xavante, e Meruri, da etnia Boe-Bororo foram beneficiados com ações realizadas pelo Governo do Estado, por meio da Setasc.

Dentre as entregas realizadas na Aldeia Sangradouro, as cadeiras de rodas tiveram um significado inestimável, segundo uma das lideranças da aldeia, professor Luciano Momotsa, pois facilitará a locomoção e interação dos beneficiados com a comunidade. Foram entregues nove cadeiras de rodas.

“Isso facilita muito e traz qualidade de vida, principalmente para a família que cuida. É muito difícil para a gente conseguir cadeiras de rodas, e graças a Deus estamos tendo essa oportunidade agora. A entrega dessas cadeiras de rodas também irá facilitar o trabalho para a família, principalmente para as mães, porque sem cadeira não tem como remover a criança, porque tem que levar no colo. Já com a cadeira de rodas fica mais fácil de se movimentar e interagir com as outras pessoas. Quero agradecer à primeira-dama, dona Virginia Mendes, que fez essa ação muito importante e muito bonita na nossa Terra Indígena Sangradouro”, declarou.

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O presidente da Associação Anampabe, que significa “Povo Autêntico”, cacique Graciliano Aesané Pronhompa, agradeceu a presença de todos, em especial a da primeira-dama de Mato Grosso e falou sobre a importância da entrega dos filtros de barro.

“Em primeiro lugar, agradeço pela primeira-dama fazer a visita na Aldeia Sangradouro, junto com a secretária de Assistência Social do Estado, que nós aguardávamos muito. A cesta mostra que o Governo lembra dos povos indígenas da etnia Xavante, da Terra Indígena Sangradouro. O filtro é importante para nós também, para bebermos água filtrada e cuidar da saúde dos povos indígenas, das crianças, dos jovens, dos adultos e dos idosos”, disse.

Bartolomeu Patira Poriompa, liderança indígena na Aldeia Sangradouro, também enalteceu a entrega de filtros para a comunidade Xavante. “O filtro irá ajudar muito, porque nós precisamos de uma água saudável. Aqui na aldeia grande não temos água potável suficiente. Então, é bom a gente receber esse filtro para que tenhamos uma qualidade de vida”, disse.

Já na Aldeia Merure, o missionário Salesiano, Padre Andelson Dias de Oliveira, declarou que o Governo de Mato Grosso tem sido o mais atuante e próximo das comunidades indígenas do estado, e que intensificou os trabalhos desde a pandemia.

“Só temos a agradecer esse trabalho em prol da promoção humana. Ainda mais agora que a aldeia logo contará com uma escola nova para a comunidade. Graças à dona Virginia, além da construção da nova escola, temos um poço artesiano e dois veículos novos. E agora com mais uma ação com a entrega das cestas e com os serviços de cidadania, ainda teremos ferramentas para a agricultura familiar. Então, a gente pode perceber que em todas as áreas da nossa comunidade tem sido atendida”, reforçou.

A presidente da Associação de Mulheres Indígenas de Meruri, Maria Auxiliadora Etogiwudo, disse que as cestas básicas do Programa SER Família Solidário sempre chegam na hora que a comunidade mais necessita.

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“Hoje as coisas estão muito caras e quando a cesta chega é uma benção, porque chega na hora que muitas famílias já não têm alimentação. E também ajuda as famílias que não tem emprego. Então, é um benefício esta cesta e faz a diferença na nossa vida”, afirmou.

O prefeito de General Carneiro, Marcelo Aquino, ressaltou a importância da presença do Governo de Mato Grosso na região, além de agradecer pelo trabalho que vem sendo desenvolvido.

“É um momento de gratidão que estamos vivendo, porque tudo que o governo estadual se propõe a fazer no nosso estado tem dado certo. Quero também agradecer à primeira-dama Virginia Mendes, pelas suas mãos santas e abençoadas, porque tudo que a senhora desejou para a aldeia também deu certo. Seja a pista de pouso ou o poço artesiano que foi feito e nem foi preciso uma bomba para dar pressão. Que Deus continue abençoando a senhora, porque eu tenho a certeza que Ele tem muito por fazer na sua, pois tem um coração muito grande”, declarou o prefeito Marcelo Aquino.

Ação conjunta

Ao todo, na ação realizada no dia 28 de agosto nas duas aldeias, foram entregues 550 cestas de alimentos, 550 cobertores, 300 filtros de barro, 500 kits com roupas e calçados (infantil e adulto), 780 kits de doces para as crianças e caixas com miçangas para artesanato. Também foram entregues três caminhonetes, sendo duas para a aldeia Boe Bororo e uma para a Xavante; a inauguração de um poço artesiano pela Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat); e a entrega de 12 cadeiras de rodas muletas e bengalas, por meio do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Também foram oferecidos serviços do Mutirão da Cidadania como a confecção de fotos 3×4, emissão de segunda via de certidões de nascimento, casamento e óbito, plastificação de documentos e outras orientações, a exemplo do SER Família Capacita.

Fonte: Governo MT – MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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