MATO GROSSO
Sedec vai reunir secretários municipais para debater políticas de fomento ao turismo em MT
MATO GROSSO
Um dos temas que devem ser abordados é o financiamento e linhas de crédito disponíveis para que o empresariado possa investir no setor pela Desenvolve MT, agência de fomento ao crédito do Governo de Mato Grosso.
O Desenvolve Turismo dispõe de linha de crédito para microempreendedor individual (MEI), micro e pequenas empresas do segmento que possuem o registro no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Governo Federal (Cadastur), com valores entre R$ 20 mil e R$ 1 milhão.
São quatro modalidades de financiamento para projetos de melhorias de obra civil, capital de giro, implantação de placas solares em hotéis, pousadas, veículos utilitários para transporte de turistas, entre outros investimentos.
As condições oferecidas pela Desenvolve MT estão entre as melhores do mercado em termos de prazos, com bônus de adimplência de 30% para pagamento em dia, e taxas de juros variando de 1% a 2% ao mês, dependendo da modalidade, além da opção de garantia como fundo de aval, que facilita o acesso ao financiamento.
O primeiro requisito para acessar o crédito é estar com registro no Cadastur, que deve ser feito no site do Ministério do Turismo sem custo ao empreendedor. Atualmente, há 2.114 prestadores de serviço de Mato Grosso de 15 segmentos diferentes do setor do turismo registrados no sistema. Além disso, a empresa precisa ter sede no Estado e histórico mínimo de 12 meses de faturamento.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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