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“Abusamos do direito de errar”, diz biólogo sobre Baía de Guanabara
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Há mais de 20 anos, o pesquisador, biólogo e ativista Mário Moscatelli deu os primeiros passos de um trabalho visando a restauração de uma área de mangue no bairro Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O projeto era desafiador, já que a degradação do ecossistema local havia sido influenciada por décadas de funcionamento do lixão de Gramacho, que só foi desativado em 2012.

Para levar adiante seu objetivo, o biólogo conseguiu articular parcerias com órgãos públicos, entidades do terceiro setor e empresas privados. Hoje, o sucesso do projeto – que já recuperou 130 hectares de floresta – traz benefícios diretos para a Baía de Guanabara.
“São extensas áreas de manguezais que estão trabalhando gratuitamente para a região metropolitana do Rio de Janeiro. Elas tiram nitrogênio e fósforo das águas contaminadas por esgoto, tiram carbono da atmosfera”, diz.
A recuperação de áreas como essa tem sido apontada como estratégica para o enfrentamento de problemas ambientais, contribuindo inclusive para o combate ao aquecimento global. Em julho, um estudo realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) concluiu que um conjunto de manguezais situados em baías fluminenses – da Ilha Grande, de Sepetiba, de Guanabara e de Jacarepaguá – evitam a liberação de 25 milhões de toneladas de carbono para a atmosfera.
Moscatelli tem uma carreira dedicada a causas ambientais. Todo o seu envolvimento na recomposição do manguezal está diretamente ligado à luta por uma Baía de Guanabara limpa e sustentável. Ele acompanhou de perto os variados projetos desenvolvidos desde os anos 1990 e observa que dinheiro não faltou. “Nós abusamos do direito de errar”, afirmou em entrevista para a Agência Brasil.
Para o biólogo, má gestão de recursos públicos e obras ineficazes, que não cumpriram as promessas, marcam os esforços de despoluir a Baía de Guanabara. Ele elenca as principais causas para a situação crítica do corpo hídrico. “Estamos falando do crescimento urbano desordenado e da falta de saneamento universalizado”, explica, ao mencionar também a poluição industrial.
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Há pouco mais de duas semanas, o governo fluminense lançou o programa Guanabara Azul para incentivar a bioeconomia e para estabelecer uma nova governança capaz de enfrentar os problemas. Moscatelli avalia que a iniciativa indica uma vontade política, o que é essencial para lidar com os desafios, mas cobra ações práticas para que não se repita a experiência de outros projetos: uma imensa produção de relatórios que não se desdobram em benefícios.
“Nós sabemos que a Baía de Guanabara está doente. Sabemos também quais são os agentes dessa degradação. Ou seja, conhecemos o doente, o crime e o criminoso. Precisamos de ações concretas e também uma fiscalização espartana contra os delinquentes ambientais. Eles se sentem muita à vontade para degradar porque, na relação de custo-benefício, o custo tem sido muito pequeno em relação ao benefício. Quando tiver dono de empresa sendo preso, empresa sendo fechada e pagando milhões de reais revertidos para recuperação ambiental, aí essa turma vai se enquadrar. Não por consciência, mas por medo”.
Expectativas
Em 2020, o Congresso Brasileiro aprovou o novo Marco Legal do Saneamento, abrindo caminho para que os serviços até então sob gestão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) fossem repassados à iniciativa privada. O leilão ocorreu com a fixação de novas metas. As empresas vencedoras vão explorar a atividade por 35 anos e se comprometeram com uma série de medidas para universalizar o saneamento básico até 2033.
A concessionária Águas do Rio assumiu os trabalhos em 33 cidades fluminenses, incluindo parte da capital. Outra parte da cidade do Rio de Janeiro e mais dois municípios ficaram com o consórcio Ingá. Embora seja defensor da mudança, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, chegou a alertar no ano passado que os resultados só aparecerão se o poder público fiscalizar devidamente a implementação dos compromissos assumidos.
“Será o paraíso se cumprir as metas. Vamos ter as praias limpas, vamos ter as favelas com saneamento, vamos resgatar as lagoas e a Baía de Guanabara”, disse.
Segundo o biólogo, a expectativa é de que ocorram melhoras com o cumprimento das metas estabelecidas. No entanto, ele avalia que só isso não é suficiente. “A conta não vai fechar se as prefeituras não fiscalizarem o uso e a ocupação do solo. Porque as concessionárias vão estruturar uma malha de coleta de esgoto que ficará sempre atrás do crescimento urbano desordenado”, diz.
Para ele, é preciso que as prefeituras sejam pressionadas para garantir a ordenação do uso do solo, que é uma atribuição legal. “Simultaneamente, os governos federal e estadual devem colocar recursos para a política habitacional atendendo demandas das classes menos favorecidas. Temos um déficit muito grande de habitações e os investimentos são esporádicos, não são contínuos. Então a falta de ordenação do solo e inexistência de uma política habitacional efetiva geram o crescimento urbano desordenado. A rede de coleta de esgoto não consegue acompanhar esse crescimento. E quem paga a conta é o ambiente”.
Melhoras pontuais
Desde a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento em, algumas intervenções já foram realizadas. Há dois meses, as concessionárias receberam a licença do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para dar início a novas obras. Elas envolvem os Sistemas de Coletores de Tempo Seco (CTS) que terão como objetivo reter o esgoto lançado irregularmente em redes de águas pluviais, evitando que a poluição alcance a Baía de Guanabara e o complexo lagunar de Jacarepaguá, na zona oeste da capital. Foram previstos investimentos de R$ 2,7 bilhões.
Algumas intervenções parecem ter dado resultado. Em julho, notícias envolvendo as condições de balneabilidade da Praia do Flamengo surpreenderam a população carioca. Segundo as medições do Inea, ela esteve própria para o banho em 89% das coletas do mês. Um cenário inimaginável há um ou dois anos.
“Nós tivemos algumas boas notícias na Praia de Botafogo, na Praia do Flamengo e na Ilha de Paquetá. É uma resposta às intervenções da nova concessionária. Eu vejo trechos sendo melhorados. Mas para ver uma diferença global em toda a Baía de Guanabara precisamos de muita coisa. Penso que é algo para 15 anos. Mas para isso é preciso ação”.
Fonte: EBC GERAL
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Itaipava contrata Virgínia Fonseca para seu time de influenciadores
A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis – maior cervejaria com capital 100% nacional –, anuncia a assinatura de contrato com a influenciadora Virgínia Fonseca para integrar o squad de influenciadores da marca. A parceria faz parte do movimento de relançamento e reposicionamento de Itaipava, que busca expandir seu target e fortalecer a conexão com um público mais jovem, sem perder os atributos e territórios que consolidaram a marca ao longo de sua trajetória.
Com 54,5 milhões de seguidores, Virgínia chega para somar ao time como uma aliada estratégica na aproximação com novas audiências. Sua entrada no squad contribui para impulsionar o crescimento da marca por meio do aumento da penetração em novos consumidores, especialmente em um target mais jovem, ampliando a base de público sem ruptura com os pilares que sustentam o equity de Itaipava.
O investimento em creators digitais integra a estratégia de marketing da companhia, que tem como objetivo aumentar a visibilidade de suas marcas, fortalecer a conexão com os consumidores e ampliar sua presença nas diferentes ocasiões de consumo.
“Por meio de uma comunicação mais próxima e autêntica, conseguimos gerar conexões genuínas com o público. Cada influenciador do nosso squad exerce um papel estratégico para fortalecer o posicionamento, ampliar a visibilidade e consolidar a lembrança das marcas”, afirma Diego Santelices, Head de Comunicação e Mídia do Grupo Petrópolis. “Neste momento de relançamento, contar com a Virgínia como parte do time reforça nossa estratégia de expansão de target, contribuindo para a entrada em novos públicos e para a construção de relevância junto às novas gerações, sempre preservando a essência da marca”, completa.
Virgínia se junta ao time de influenciadores de Itaipava, que já conta com nomes como Nicole Bahls, Álvaro Xaro, Caio Afiune e Thaynara OG, além de Ivete Sangalo, embaixadora da marca.
A contratação reforça a estratégia da companhia de diversificar o perfil dos influenciadores e utilizar diferentes vozes para amplificar as mensagens-chave da marca, promovendo crescimento incremental por meio da expansão de penetração e fortalecendo sua presença junto às novas gerações.
SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
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Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br