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Com apoio da Secel, Festival Digoreste homenageia rasqueado com shows de artistas regionais

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Começa nesta sexta-feira (22.09), na Capital, a primeira edição do Festival Digoreste – Rasqueado o Ritmo de Cuiabá, em homenagem à música cuiabana. O evento tem patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e contará com apresentações musicais de artistas amadores e consagrados no estilo musical mato-grossense.

A programação conta com shows de músicos convidados como Roberto Lucialdo, Pescuma, Henrique, Claudinho e maestro Fabrício Carvalho. O público ainda poderá conferir a performance de 34 cantores inscritos para concorrer aos prêmios do festival.

O festival será realizado nos dias 22, 23 e 24 de setembro, na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, CPA II e Pedra 90, respectivamente.

Além dos artistas convidados, a programação conta com concurso musical. Ao todo, 34 músicos inscritos irão se apresentar para o público e, depois, seis deles serão selecionados por um júri, composto por artistas convidados, como finalistas para concorrerem a prêmios de R$ 10 mil e videoclipe (1° lugar), R$ 5mil e videoclipe (2° lugar) e R$ 2mil (3°lugar).

Entre os artistas que participam do júri estão Roberto Lucialdo, Pescuma, Guapo, maestro Fabrício Carvalho, Sônia Mazetto, Juliano Cesar Alcântara e Rodrigo Mangalarga.

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Programação

Na sexta-feira (22.09), a programação ocorre no Quintal da Domingas, na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, a partir das 18h. Haverá apresentação de 17 artistas inscritos no Festival e encerramento da noite com show da banda Mundaréu.

No sábado (23.09), ocorre mais uma seletiva, a partir das 18h, na praça cultural do bairro CPA II. O público poderá assistir à apresentação dos outros 17 músicos, com encerramento ao ritmo de Roberto Lucialdo e Sônia Mazetto.

A última seletiva, no domingo (24.09), será a partir das 18h, na praça cultural do bairro Pedra 90, com apresentação dos seis artistas finalistas definidos pelo júri. No dia, serão escolhidos os três vencedores. Ao fim, os espectadores contam com show de Pescuma, Henrique e Claudinho e maestro Fabrício Carvalho.

O Festival Digoreste Rasqueado o Ritmo de Cuiabá é realizado pelo Instituto Brasil, com patrocínio da Secel-MT e parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. (Com informações da asessoria do evento)

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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