IMPASSE NO UNIÃO BRASIL
Garcia diz que não vai recuar para dar espaço para Botelho
MATO GROSSO
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, afirmou que não vai recuar de sua intenção de disputar a Prefeitura de Cuiabá para abrir espaço para a candidatura do deputado estadual Eduardo Botelho no União Brasil.

O partido vai seguir seu caminho se o Botelho tomar a decisão de sair
Garcia foi questionado pela imprensa se não pensava em deixar de concorrer por ver Botelho em melhor posição nas pesquisas de intenção de votos. No entanto, ele foi sucinto ao dizer que “não pensa” em tomar essa atitude.
O chefe da Casa Civil ainda minimizou a possível saída do deputado do União Brasil.
“Não acredito na tese que o União Brasil se desintegrará com a saída de qualquer membro. O União é forte e continuará forte. O partido vai seguir seu caminho se o Botelho tomar a decisão de sair”, afirmou nesta segunda-feira (2).
Há meses o presidente do Legislativo estadual anunciou sua intenção de deixar o União para viabilizar sua candidatura a prefeito de Cuiabá.
Botelho já admitiu que deve se filiar ao PSD para disputar as eleições do próximo ano caso o partido não defina critérios para escolher o nome.
Essa possibilidade de racha dentro do União Brasil fez alguns membros do partido temerem por uma desvantagem no pleito.
O senador Jayme Campos, que defende o consenso entre os dois pré-candidatos, disse que o União Brasil pode perder a disputa pela Prefeitura caso ocorra uma divisão. Porém, Garcia não vê da mesma forma.
“Lógico que nenhum partido quer perder suas lideranças, mas também não chega ao extremismo de desintegrar o partido”, afirmou.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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