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Primeira-dama Márcia Pinheiro entrega óculos a estudantes da EMEBC Profª. Hilda Caetano

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A primeira-dama Márcia Pinheiro entrego, na tarde de quinta-feira (5), 17 óculos do Projeto Enxergar é Humanizar, para estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil do Campo (EMEBC) Profª Hilda Caetano de Oliveira Leite, localizada no Distrito do Sucuri. Criado em 2018 o Projeto tornou-se uma ação permanente da Secretaria Municipal de Educação, com impacto positivo no desenvolvimento, na qualidade de vida e no bem-estar social dos estudantes atendidos na rede pública municipal de educação.

Márcia Pinheiro falou sobre o Projeto que este ano está beneficiando estudantes do 1º ao 9º Ano, de 85 escolas do Ensino Fundamental. Ela contou que desde o início da atual administração, o prefeito Emanuel Pinheiro quis que a sua gestão tivesse como marca, a humanização. “Porque esse é o encontro de boas ações, de boas práticas para com os cidadãos. A infraestrutura é importante, mas cuidar do nosso bem maior que são as nossas crianças, é fundamental porque eles são o futuro da nossa cidade, do nosso país. Esse projeto atende as crianças e as famílias que muitas vezes não tem condições de comprar os óculos. Isso é dignidade e investimento nas crianças, na Educação”, destacou.

A secretária adjunta de Educação, Débora Marques Vilar disse que cada entrega confirma a certeza de que este é o caminho certo. “Pelos olhinhos que brilham e a alegria de receber e a reação de quando colocam os óculos. A gente pode imaginar a diferença que fará na vida deles, principalmente na vida escolar deste estudante. Estamos no caminho certo. È muito orgulho de estarmos participando de tudo isso. Que ações como esta continuem e possam mudar a vida da população, mas principalmente das nossas crianças”, disse a secretária adjunta, Débora Marques Vilar.

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Emoção

A alegria e emoção das crianças, mães e avós marcaram a entrega dos óculos. Gercina Fabiana Santana Barros, diretora do CEIC Elzira Cavalcante da Silva e avó da pequena Maria Eduarda comemorou a iniciativa. “Muitas famílias não tem condições financeiras. Isso é se colocar no lugar do outro, é empatia, é um olhar humanizado. Isso vai ajudar na autoestima dos estudantes e no seu desenvolvimento e vai melhorar a Educação”, disse ela. Maria Eduarda, sorridente e orgulhosa dos óculos novos disse que já estava enxergando melhor, mas vai precisar se acostumar. “Gostei muito”, disse ela.

Roxana Conza Alba é peruana e mora em Cuiabá há três meses depois de passar oito anos no Acre. Ela contou que pela primeira vez participou de um Projeto como o Enxergar é Humanizar. “Pensei que seria somente o exame. Já havia feito um orçamento e não teria condições de comprar os óculos. É uma grande ajuda para nós e para as famílias que não tem condições e precisam”. Maria del Rozario, faz o 5º Ano e disse que estava feliz e se acostumando com os óculos novos.

Benedita Conceição Meira, avó da Izabele Conceição Meira, disse que ficou muito feliz com a iniciativa. “Minha neta já tinha problema nos olhos e agora está bem e muito feliz com os óculos novos. Adorei os óculos que ela escolheu”, disse.

Participaram da entrega o subprefeito do Distrito do Sucuri, Walter Arruda, a diretora da EMEBC Profª Hilda Caetano de Oliveira Leite, Rosana Aparecida Pereira Ferreira, entre outros.

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Projeto Enxergar é Humanizar

O projeto idealizado pela primeira-dama Márcia Pinheiro compõe as ações do Programa de Alfabetização Cuiabano (ProAC) e resgata um passivo social que afeta o processo ensino de aprendizagem dos estudantes, assegurando a eles o direito básico de escolarização.

No primeiro ano (2018), foram contemplados estudantes dos 1º e 2º Anos do Ensino Fundamental, que passaram por avaliação e monitoramento das aprendizagens. A partir desse monitoramento, os professores identificaram os estudantes que tinham déficit de aprendizagem relacionado à baixa visão.

Com a pandemia, o projeto foi suspenso em 2020/2021.

Em 2022, foi retomado e teve seu alcance ampliado para atender os estudantes até o 6º Ano.  Os estudantes detectados com algum problema visual foram selecionados pelos professores e equipe gestora das unidades educacionais, e passaram por exame de optometria. Esse exame pode detectar falhas de refração ou defeitos da visão (miopias, hipermetropias e astigmatismos), passíveis de correção por meio do uso de óculos.

O Projeto Enxergar é Humanizar já atendeu 300 estudantes (em 2018) e 110 estudantes (em 2022), totalizando 410 estudantes beneficiados.

Este ano (2023), a meta é atender 100% dos estudantes do 1º ao 9º Ano de 85 escolas de Ensino Fundamental, indicados pelos professores, com a entrega de aproximadamente 3.500 (três mil e quinhentas) armações, com lentes antirreflexos.

Cronograma

Até este mês, 43 unidades educacionais já passaram pelo Projeto Enxergar é Humanizar, totalizando 817 estudantes atendidos. Desse total, 597 estudantes já receberam óculos, cujas armações eles mesmos escolheram.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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