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Cirurgias realizadas no Hospital Regional de Rondonópolis em 2023 superam todo ano de 2022

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O Hospital Regional de Rondonópolis, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), já realizou 5.527 cirurgias em 2023 e, nos 10 primeiros meses deste ano, superou a quantidade de cirurgias realizadas durante todo o ano de 2022, que foi de 4.930 procedimentos. Além do aumento na produção hospitalar, a unidade é a primeira colocada em execução de cirurgias pelo programa Fila Zero na Cirurgia, do Governo de Mato Grosso.

O resultado é atribuído às melhorias constantes e à modernização na estrutura do Hospital Regional, que é referência para 19 municípios da região Sul e atende a uma população de 569.869 habitantes.

“O Governo de Mato Grosso tem a premissa de modernizar todas as unidades de saúde do Estado e, com o Hospital Regional de Rondonópolis, não é diferente. Desde 2019, foram investidos cerca de R$ 10 milhões na reforma e modernização desta unidade, que já demonstram os efeitos na performance dos atendimentos ofertados à população desta importante região”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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A secretária adjunta de Gestão Hospitalar em exercício na SES, Núbia Nascimento, ainda informou que, nos últimos anos, foram investidos mais de R$ 11 milhões em equipamentos para o hospital. “Foram realizados diversos investimentos que proporcionam aumento na produção e melhoria na qualidade do atendimento aos usuários, inclusive o aporte de R$ 11 milhões para a aquisição de equipamentos novos e modernos”, acrescentou.

Já a diretora do Hospital Regional, Milena Polizel, destacou o aumento da produção hospitalar nos últimos anos. Atualmente, a unidade faz uma média de 552 cirurgias por mês e, até essa quarta-feira (08.11), tinha realizado 67 cirurgias, sendo 39 procedimentos ortopédicos.

“As equipes do Hospital Regional de Rondonópolis trabalham diuturnamente para entregar a melhor assistência para a população da região. Neste ano, implementamos importantes serviços de saúde, como a cirurgia em otorrinolaringologia e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neurológica. Em dezembro, também haverá a ativação de mais 18 leitos de internação na modalidade cirúrgica para melhor atender as demandas da população”, destacou.

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O Hospital Regional de Rondonópolis atua como porta aberta para atendimento via Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Rondonópolis e para as concessionárias Rota do Oeste e Morro da Mesa. Até junho de 2023, 52% das cirurgias realizadas neste ano pela unidade foram de pacientes do município de Rondonópolis.

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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