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Escola de Governo abre inscrições para curso sobre arquitetura sustentável

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A Secretaria de Planejamento e Gestão abriu inscrições para o curso ‘Ambiente Sustentável Inclusivo’, que será ministrado pela Escola de Governo. O encontro será no dia 30 de novembro, na Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil, das 8h às 17h.

A capacitação é voltada ao público em geral, principalmente pessoas interessadas em formação continuada na área da sustentabilidade, de forma a subsidiar a tomada de decisões que impliquem em adequação de arquitetura e melhoria do conforto ambiental.

O objetivo da formação é mostrar aos participantes os conceitos sustentáveis aplicados ao ambiente construído e instrumentalizá-los para as decisões na hora de ocupar o território urbano. Decisões que impliquem em adequação da arquitetura ao clima local.

Os conteúdos serão ministrados pela doutora em Física Ambiental, Flávia Maria de Moura Santos, e pela mestre em Ciências Ambientais, Roberta Daniela Colombo.

De acordo com Flávia, as questões ambientais são cada vez mais latentes na sociedade, portanto, discuti-las e elaborar saídas eficientes é algo fundamental para o melhor desenvolvimento do Estado.

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“O curso tem o objetivo de expor os impactos das nossas escolhas construtivas, tanto na parte urbana quanto arquitetônica, e o reflexo disso na nossa vivência e na ocupação dos ambientes interno e externo”, disse.

Ao final da formação, os alunos devem ser capazes de identificar problemáticas ambientais e definir os conceitos e agentes principais relacionados ao tema, bem como, avaliar possíveis impactos de transformação decorrentes da implantação de condutas e estratégias sustentáveis.

O conteúdo programático está organizado em três unidades: a primeira expõe aspectos relacionados aos impactos da ocupação do meio ambiente; clima; corpo humano e diretrizes regionais.

As duas últimas se dedicam a tópicos ligados às leis estaduais sobre o ambiente e estudos de caso e instrumentação, respectivamente.

Os interessados podem se inscrever aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Custos de produção e rentabilidade preocupam suinocultores de Mato Grosso, apontam especialistas

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Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer, apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações. Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar o mercado interno.

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“Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

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Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

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