MATO GROSSO
SES realiza seminário para definir gestão de novos hospitais e planejar metas institucionais
MATO GROSSO
A solenidade de abertura do evento ocorreu na noite desta terça-feira (28.11). Participam do seminário os secretários adjuntos da SES, superintendentes, diretores dos escritórios regionais de saúde, diretores administrativos e diretores técnicos das unidades de saúde administradas pelo Governo do Estado.
“O evento é um marco para a nossa gestão, porque é o primeiro Seminário de Ações Estratégicas a ser realizado pela SES desde 2019. Essa ação ganha ainda mais significado e relevância após a pandemia pela Covid-19, período que mudou a nossa compreensão sobre saúde pública e nos mostrou que a prevenção é sempre protagonista das boas estratégias”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O gestor ainda enfatizou que o planejamento institucional será essencial na operação de colocar em funcionamento cinco novos hospitais estaduais, sendo eles: o Hospital Central, em Cuiabá, e os Hospitais Regionais de Juína, Tangará da Serra, Alta Floresta e do Araguaia, em Confresa. “Queremos executar com responsabilidade um planejamento proativo e eficiente, na medida em que também vamos estabelecer metas desafiadoras em benefício da população de Mato Grosso”, acrescentou.

Para Gilberto, não basta apenas construir novas unidades de saúde, é necessário implementar um serviço de qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Os usuários do SUS são os protagonistas das discussões, pois todo planejamento é voltado para a melhoria da gestão, que resultará em um atendimento de qualidade a quem precisa dos serviços ofertados pelo Estado”, conclui o gestor.
Representando a Assembleia Legislativa o deputado estadual Cláudio Ferreira esteve na abertura do encontro e parabenizou pela iniciativa de reunir a equipe para alinhar as estratégias de trabalho.
“Trago reconhecimento da Assembleia Legislativa e parabenizo pelo trabalho brilhante realizado pela SES. Estive pessoalmente no Hospital Regional de Rondonópolis e vi que não falta nada na unidade. A unidade é uma das que mais realiza procedimento ortopédico. Eu compreendo os desafios da gestão, pois por si só o SUS impõe um grande desafio, que é de aperfeiçoar e consolidar o sistema para ser um modelo para o mundo e o trabalho da secretaria é essencial para este propósito. Entendo que esta discussão é imprescindível para o alcance das metas porque processos sem gente motivada e unida não têm resultados”, destacou.
O técnico responsável pelo Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados da SES, Oberdan Lira, destacou que o seminário auxiliará no alinhamento de ações previstas no planejamento estratégico e facilitará a menção e execução de metas para os próximos quatro anos.
“Com a pandemia, entendemos a necessidade de sermos responsivos na resposta rápida. Com esse seminário, vamos conseguir elencar os principais problemas para os usuários do SUS e traçar planos de ações para que possamos intervir e melhorar os serviços por meio de planejamento para prevenção”, entende Oberdan.
Durante os três dias de imersão e debate, serão abordadas metas que se relacionam com o mapa estratégico da instituição e com a missão, visão e os valores da Secretaria. Também serão discutidos os desafios estratégicos da SES, como a Rede de Atenção à Saude; administração hospitalar e ambulatorial; gestão de pessoas; contratualização de serviços de saúde; padronização de tecnologias, materiais e insumos de saúde; regulação de atenção e do acesso; estruturação físicas das unidades geridas pela SES; judicialização; aquisição, compras e contratos. A partir desses temas, a atual gestão busca facilitar o diálogo entre os gestores e alinhar as estratégias para o alcance das metas.
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MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”
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