MATO GROSSO
Governador apresenta balanço da gestão e garante continuidade de investimentos em MT
MATO GROSSO
Mauro apresentou o balanço de sua gestão aos parlamentares e a prestação de contas do Governo.
“Temos hoje uma boa liquidez fiscal, bons projetos e investimentos robustos. Nenhum projeto iniciado pelo Governo do Estado de Mato Grosso vai parar. Porque nos preparamos para enfrentar intempéries e sobressaltos que podem acontecer. Vamos continuar acreditando e investindo no presente e no futuro no nosso Estado”, afirmou o governador.
O governador ressaltou ainda a importância do Parlamento e a harmonia entre os poderes em Mato Grosso.
“Sempre demonstrei respeito a esse Parlamento, à democracia e, acima de tudo, considero a relevância dos trabalhos que essa casa presta ao Estado. Tivemos debates e decisões importantes que foram tomadas aqui. O que temos construído e compartilhado juntos, de forma harmônica, tem trazido bons resultados para o povo de Mato Grosso. Isso é um exemplo para o restante do país”, enfatizou.
Mauro afirmou ainda que a boa gestão, aliada a medidas “corajosas”, possibilitaram enfrentar desafios e alcançar a estabilidade financeira no Estado.
“Os números falam por si só e mostram claramente aquilo que todos nós, os secretários, os mais de 70 mil servidores e os mato-grossenses, por meio dos impostos pagos, fizemos. É um crescimento que se deu por corajosas medidas que nós tomamos em 2019 e que foram importantes para criar essa trajetória”, pontuou.
O governador encerrou seu discurso projetando otimismo para o ano que se inicia.
“O ano de 2024 será um ano muito bom para todos nós, porque a força e a determinação que fizeram com que nós chegássemos até aqui estarão presentes todos os dias. Seremos capazes de fazer coisas tão incríveis como fizemos até hoje”, concluiu o governador.![]()
Balanço da gestão
Em sua apresentação, o governador Mauro Mendes destacou que Mato Grosso conseguiu diminuir pela metade a dívida que herdou, que passou de R$ 6,46 bilhões, em 2019, para R$ 3,78 bilhões, em 2023.
Ele relembrou que o Governo do Estado é o primeiro colocado nacional em gestão fiscal no ranking CLP e tem nota A no Tesouro Nacional pelo terceiro ano consecutivo.
Mauro também pontuou que, desde 2021, Mato Grosso tem investido acima dos 15% da receita corrente líquida – valor que atingiu os 19,8%, em 2023.
“Hoje podemos dizer seguramente que não existe nenhum Estado brasileiro que está mantendo essa trajetória que nós fizemos”, garantiu.
O governador afirmou que o Estado atingiu a marca de mais de R$ 5,5 bilhões investidos em convênios com municípios, valor jamais alcançado em gestões anteriores.
“São transferências voluntárias feitas pelo governo do Estado de Mato Grosso, firmado através de mais de quatro mil convênios ao longo desses últimos cinco anos”, ressaltou.
Entre as principais áreas com convênios, estão Infraestrutura (R$ 3,3 bilhões), Educação (R$ 817 milhões), Cultura e Esporte (604 milhões) e Agricultura Familiar (73,5 milhões).
Entre as projeções e metas para os próximos três anos de sua gestão, o governador garantiu que irá atingir a meta de 5,5 mil quilômetros de asfalto novo no Estado e irá construir quadras poliesportivas em todas as Escolas Estaduais. “Nenhuma escola em Mato Grosso ficará sem quadra”.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.