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“Estou há 20 anos atuando na rede estadual e nunca tinha visto tanta evolução em tão pouco tempo”, destaca professor

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“Nunca houve tantos investimentos na infraestrutura, alimentação escolar, uniformes e tecnologias usadas dentro de aula”. A afirmação é do professor e gestor educacional Roberto Conceição Nogueira, atual diretor da Escola Estadual Hermes José da Silva, em Nova Lacerda, que diz estar impressionado com o novo modelo de educação que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) vem implantando na rede Estadual de Ensino desde 2019.

“Estou há 20 anos atuando na rede e nunca tinha visto tanta evolução, desde a infraestrutura ao pedagógico, e tudo em tão pouco tempo”.

Segundo ele, uma das provas de investimento na infraestrutura, por exemplo, ocorreu na própria escola onde atualmente é o diretor. “A Hermes José da Silva antes funcionava em um prédio antigo sem climatização. Hoje, funciona em um prédio novo com salas climatizadas, conectividade e tecnologia de ponta em sala de aula. Essa qualidade impacta positivamente no ensino e na aprendizagem”.

Roberto Conceição Nogueira foi um dos quatro mil profissionais da educação que participaram do evento “Trilhando o Futuro: Um novo jeito de fazer educação”, realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, nos dias 30 e 31 de janeiro, como parte das atividades da Semana pedagógica com a proposta de apresentar diagnósticos, construir intervenções e definir metas e objetivos para o ano letivo de 2024.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a percepção dos avanços na educação pública está em sala de aula e também entre a sociedade. “O que o professor Roberto Conceição diz é o que toda a comunidade estudantil também expressa, pois os investimentos refletem diretamente na rotina de todos”.

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Ele destaca que só em 2024, a previsão é entregar 15 novas unidades escolares com investimentos de mais de R$ 136,3 milhões. Entre as novas unidades, estão cinco unidades escolares projetadas e em obras na capital e em Várzea Grande pelo Sistema Modular de Superestrutura em Pré-Moldados. O novo modelo de construção leva, aproximadamente, 180 dias para ser concluído.

“Em termos de tecnologia”, observa Alan, “outra ação que se tornou um case de sucesso da gestão do governador Mauro Mendes e que terá continuidade neste ano é o programa ETI@Digi. Garantimos aos estudantes do Ensino Médio o recebimento de um Chromebook com internet de banda larga. Podendo levar o equipamento para casa, ampliamos o tempo de estudo que contribuiu diretamente no processo de aprendizagem”.

Aliado a isso, ele ainda destaca os 10 mil estudantes que se inscreveram para o Pré-Enem Digit@al 2023 e tiveram acesso à Plataforma Univirtus, com aulas gravadas de todos os componentes da Formação Geral Básica, aulões, simulados e concurso de redação. “Todos os estudantes receberam um kit com 16 livros e cadernos de exercícios contendo o conteúdo exigido nas provas. Na edição de 2024, vamos abrir vagas para 15 mil inscritos”.

Na alimentação escolar, o secretário reforçou que o Governo de Mato Grosso já garantiu um investimento de R$ 160 milhões para manter a qualidade do que será servido aos mais de 320 mil estudantes no ano letivo de 2024.

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E, na aquisição de uniformes e materiais escolares, o Estado investiu R$ 116 milhões para o ano letivo de 2024. A entrega dos kits aos estudantes começou em fevereiro e seguirá até meados de março. Na compra dos uniformes foram aplicados R$ 99,9 milhões e dos materiais escolares, R$ 16,1 milhões.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, lembra que os kits de uniformes serão compostos por mochilas, tênis com meias, camisetas, shorts e agasalhos completos para atender os estudantes matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e egressos do Sistema Prisional.

Por fim, o secretário reforçou que a determinação do governador Mauro Mendes em continuar investindo em todas as áreas da educação como infraestrutura, tecnologia de ponta e material pedagógico de primeira linha. “Também investimentos nos nossos profissionais por meio treinamento e formação continuada”, completou.

Alan também lembrou da Gratificação por Resultados, a GR, criada pelo Estado em 2023 baseada nos resultados individuais e coletivos que os profissionais estão gerando à rede. “Isso demonstra onde queremos chegar, que é estar entre as cinco melhores redes pública no país até 2032”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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