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Governo de MT investe em infraestrutura nos municípios: “convênio vai mudar a história da cidade”, afirma prefeito

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Foram assinados 42 convênios com 34 prefeituras em um investimento total de R$ 194,9 milhões

“Esse convênio vai mudar a história de Torixoréu. São R$ 5 milhões e, sem dúvida, é o maior convênio que já foi assinado pelo município. Vamos conseguir asfaltar 100% da nossa cidade”. A afirmação foi feita pelo prefeito de Torixoréu, Thiago Timo, nesta segunda-feira (04.03), durante evento de assinatura de convênios entre prefeituras e o Governo de Mato Grosso, para realização de obras de infraestrutura.

Assinaram os convênios o governador Mauro Mendes, a primeira-dama Virginia Mendes, o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, e os prefeitos contemplados.

No total, o Estado vai repassar R$ 147,9 milhões para as prefeituras, valor que somado às contrapartidas municipais, representa um investimento de R$ 194,9 milhões em Mato Grosso. Foram assinados 42 convênios com 34 prefeituras.

Para Torixoréu a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística vai repassar R$ 5 milhões para asfaltar 26 ruas. Além de asfalto novo, os convênios também abrangem recuperação de ruas, asfalto em estradas rurais, construção de prédios públicos, construção de calçadas e saneamento.

Segundo o governador Mauro Mendes essas obras são fruto do trabalho, seriedade e honestidade na aplicação do dinheiro público. “Precisamos continuar trabalhando para que o resultado que verdadeiramente importa possa acontecer para o cidadão. Para que Mato Grosso seja um Estado melhor, precisamos de municípios melhores, estradas melhores, serviços em condições melhores”, afirmou.

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O maior convênio firmado nesta segunda-feira foi para asfaltar a Estrada Municipal Darlene, no município de Cláudia, para o qual a Sinfra-MT vai repassar R$ 16,2 milhões. Somada a contrapartida, o valor do investimento chega a R$ 35,4 milhões. O Estado ainda vai repassar R$ 15,7 milhões para construção de redes de água, esgoto e drenagem no Distrito de Bom Jardim, em Nobres, e R$ 11,9 milhões para a construção da Praça do Tanque da Rua, em Poconé.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, lembrou que o Governo de Mato Grosso se aproxima da marca de 4.500 convênios firmados com os municípios em todas as áreas, com recursos que somam praticamente R$ 6 bilhões. “Assinar esses convênios significa que há um planejamento muito claro sendo executado em Mato Grosso, há algum tempo. Esse governo prima por uma parceria muito firme e estreita com os municípios”, disse.

O senador Mauro Carvalho lembrou que em 18 de janeiro deste ano, o Estado já havia firmado parcerias que somavam R$ 289,1 milhões para obras de infraestrutura. “Só em três meses de 2024 estamos falando em quase R$ 500 milhões em convênios. Se formos pegar esse valor, muitos governos não assinaram em quatro anos o que foi feito em dois meses”, afirmou.

Apenas na área de infraestrutura são quase R$ 2 bilhões em convênios. O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, lembra o desafio que é administrar esses recursos e fiscalizar a realização de obras. “São obras que são pedidas pelos prefeitos e lideranças. Essa é uma administração diferenciada, que leva recursos para os municípios”, afirmou.

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“Vivemos um período em que o Governo do Estado não se comprometia nem em realizar os repasses constitucionais. E hoje vemos mais de R$ 190 milhões em recursos sendo transferidos. Isso é levar dignidade e qualidade de vida para milhares de cidadãos”, afirmou o prefeito de Primavera do Leste e presidente da Associação Mato-grossense de Municípios, Leonardo Bortolim.

O deputado estadual Nininho citou a importância de levar melhorias para os cidadãos, enquanto a senadora Margareth Buzetti afirmou que o evento fez “o que deveria ser feito na política sempre: entregar o que faz a diferença na vida das pessoas hoje e agora”.

Também estiveram presentes no evento o senador Jayme Campos, a deputada federal Gisela Simona, os deputados estaduais Júlio Campos, Paulo Araújo, Dilmar Dal Bosco, Diego Guimarães, Wlad Mesquita, Carlos Avalone e Beto Dois a Um, os secretários de Estado de Segurança Pública, César Roveri, de Comunicação, Laice Souza, de Agricultura Familiar, Luiz Artur Ribeiro, de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves, do Gabinete de Governo, Jordan Espíndola, comandante-geral da PM, Alexandre Mendes, além de prefeitos e vereadores dos municípios.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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