MATO GROSSO
Hospital Estadual Santa Casa realiza primeira captação de órgãos para transplante
MATO GROSSO
Procedimento foi autorizado após constatação de morte encefálica de um doador e realizado pela equipe médica do Hospital das Clínicas de São Paulo
O Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, realizou a primeira captação de órgãos da unidade na manhã desta segunda-feira (11.03), com o suporte da equipe da Central Estadual de Transplantes (CET). O procedimento foi autorizado após a constatação de morte encefálica de um doador. A captação foi realizada pela equipe médica do Hospital das Clínicas de São Paulo.
A operação foi acompanhada pela família do doador, que autorizou a captação do fígado, dos rins e das córneas. Os órgãos já possuem receptores compatíveis no Estado de São Paulo, localizados através da Central Nacional de Transplantes (CNT). Através da doação de tecido ocular humano, a equipe do Banco de Olhos de Mato Grosso também irá disponibilizar duas córneas para receptores do Estado que estejam na fila de espera para receber o transplante.
A diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves, explicou a importância da primeira captação de órgãos no hospital. “É o começo de um processo de esperança para as pessoas que têm uma doença grave, com a possibilidade de viver através de tratamentos consolidados. É um momento de reconhecer o gesto e agradecer a chance de ajudar outras pessoas que estão na fila esperando por um transplante”, afirmou.
A gestora destacou que a conscientização sobre a doação de órgãos é extremamente importante, pois gera um grande impacto na vida de outras pessoas. Para ela, o diálogo é a melhor forma de saber sobre as vontades e desejos do paciente em relação ao tema e, por fim, entender o processo de captação e esperança de vida.
A esposa do doador de 44 anos pontuou a gratidão em cumprir o último desejo do seu esposo. Para ela, é gratificante saber que o gesto irá mudar a vida de outras pessoas. “Eu acredito muito no amor e acredito também que existem muitas pessoas boas na fila de espera. Se nós podemos ajudar outras pessoas, por que não doar?”, disse emocionada.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, parabenizou a ação realizada pela Central Estadual de Transplantes e pelo Hospital Estadual Santa Casa, e destacou os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso em prol da saúde.
“A doação de órgãos é um aceno à vida, a construção de um novo ciclo para os pacientes que estão na fila de espera. Sem uma estrutura apropriada e profissionais qualificados, nada disso seria possível. Investir na saúde é uma prioridade dessa gestão e garantir o suporte necessário nas ações da saúde é investir na vida”, declarou.
Transplantes em Mato Grosso
Na última sexta-feira (8), outra captação de órgãos bem-sucedida foi realizada em Cuiabá, após a constatação de morte encefálica de uma paciente de três anos internada, no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A equipe da Central Nacional de Transplante encontrou um paciente compatível com o coração doado e realizou a retirada do órgão, que foi levado para o Estado de São Paulo e transplantado em outro paciente com êxito.
Entre janeiro e novembro de 2023, a Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso realizou sete captações de órgãos no Estado, que beneficiaram 17 pacientes de Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco, do Acre, Paraná e Distrito Federal.
O Estado realiza o transplante de córneas e os pacientes que precisam de transplante de outros órgãos são encaminhados pelo serviço de Tratamento Fora Domicílio para serem transplantados em outros Estados. Os gastos com locomoção e a ajuda de custo para estadia e alimentação do paciente e acompanhante são pagos pela SES.
MATO GROSSO
Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá
O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.
O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.
Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.
Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.
Alex Rodrigues propõe comissão permanente
Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.
Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.
Curitiba é citada como exemplo
Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.
Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.
Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.
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