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Empaer oportuniza à produtora que montou agroindústria acesso a políticas públicas e comércio local

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“Nossa agroindústria se tornou realidade graças ao empenho da equipe que não mediu esforços em ajudar”. o relato é da  produtora de leite e empreendedora Irene Gomes de Almeida do município de Diamantino (a 208 km de Cuiabá), junto da família, montou a agroindústria Laticínio Monte Verde. O empreendimento foi viabilizado com o apoio da Secretaria de Agricultura de Diamantino e acompanhamento da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer).

“A Empaer nos auxilia há mais de 20 anos e sempre que procuramos somos atendidos. Todo tipo de dúvida, tem um profissional que orienta como, quando e onde fazer”, conta Irene. 

O investimento para a abertura do laticínio foi de R$ 300 mil via Pronaf Mais Alimento. A produtora também fez um  financiamento e usou recursos próprios. Depois de quase um mês funcionando, o projeto tornou-se físico e o sonho foi realizado.

Segundo a produtora, a mudança de chave aconteceu após passar mal durante um dia de trabalho como cozinheira em uma fazenda. Aborrecida com as dificuldades, ela vendeu dois bois, comprou duas vacas e começou a produzir queijo e iogurte com receitas que aprendeu em um curso que a Empaer ofereceu a moradores do Projeto de Assentamento Diocese, há mais de 10 anos.

“Ainda tenho o livro de receita. Guardo com muito carinho. Fiz algumas adaptações que aprendi com a técnica Amélia, que já se aposentou. Aplico todos os dias o que aprendi”, relembra. 

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Segundo a produtora, a área de sete hectares está com 26 vacas produzindo entre 200 a 230 litros de leite dia, mas a meta é chegar a 350 litros dia. Para ajudar no período da estiagem, também com assistência da Empaer está produzindo em dois hectares capiaçu para silagem junto com o milho que resolveu apostar para complementar na alimentação do rebanho no período da estiagem.    

Irene também está satisfeita com a rotulagem dos produtos que foi feita pela nutricionista da Empaer, Daisy Cristina Boter Ferraz, que traz especificações dos iogurtes sabor morango e coco, do leite integral pasteurizado e queijos minas frescal, minas meia cura e ricota.

Daisy explica que foram elaboradas as informações nutricionais e demais itens de rotulagem de cada produto segundo normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por serem alimentos de origem animal e precisam seguir requisitos dos dois órgãos para estarem com a comercialização conforme a legislação. “Os iogurtes e o leite a produtora está comercializando prioritariamente na alimentação escolar do município e os queijos nos supermercados”, explica Daisy.

Responsável em acompanhar o processo de habilitação para acessar as políticas públicas, a técnica da Empaer e engenheira agrônoma Josivanny Oliveira Santos Cocco, destaca a importância do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). “A emissão da CAF Jurídica foi o que permitiu à agroindústria participar da chamada pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estadual. Elaboramos a proposta de venda no valor de R$ 40 mil reais para entregar iogurtes e foi contemplada. Estamos aguardando a abertura do edital do PNAE municipal para propor a entrega de mais R$ 40 mil em leite integral pasteurizado e iogurtes para a rede municipal”, relata Josivanny.
 

Josivanny destaca que o laticínio tem mais de R$ 15 mil garantidos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para entregar os produtos. “O projeto da Associação dos Mini e Pequenos Produtores do Córrego Grande está aprovado e encaminhado, aguardando apenas a liberação do recurso em Brasília. Caso tenha orçamento para o PAA Estadual em 2024 o Empreendimento Familiar Rural (EFR) também está apto para comercializar conforme o valor estabelecido no edital”.

“A produtora seguiu todas as orientações repassadas pela equipe da Secretaria de Agricultura de Diamantino e obteve o registro no Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M.).  O selo foi também imprescindível para que a agroindústria comercializasse legalmente seus produtos. As ações conjuntas entre as entidades e a produtora, também abriram as portas para o setor privado, como fazendas, indústrias e mercados locais”, pontua Josivanny.¿
 

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Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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