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Cursos técnicos da Seciteci transformam vidas e fortalecem o mercado de trabalho em Mato Grosso

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Os cursos técnicos coordenados pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci) têm como objetivo principal estimular o aperfeiçoamento profissional dos estudantes e ex-alunos, aplicando conhecimentos teóricos e práticos para prepará-los para o mercado de trabalho.

Ao longo de seus 20 anos de história, a Seciteci tem sido fundamental na formação de diversos profissionais que hoje atuam com excelência em suas áreas de escolha. Um exemplo é Marcello Ribeiro Galvão, egresso do curso técnico em Enfermagem de 2004, que tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da saúde no município de Barra do Garças.

“Desde pequeno eu sabia o que queria e hoje sou extremamente feliz e realizado na profissão que exerço. O curso foi um divisor de águas para mim, pois me fez ver a saúde de forma ampla e me deu a certeza do que queria para a vida. É extremamente importante sempre buscarmos aperfeiçoamento, valorizando também os professores que dedicam tanto para compartilhar seus conhecimentos”, afirma Marcello.

Atualmente, a Escola Técnica Estadual de Barra do Garças oferece 13 cursos técnicos para atender às demandas da região, com 398 alunos matriculados. A instituição conta com 27 servidores, incluindo docentes e técnicos-administrativos, além de estagiários e jovens aprendizes.

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Marcello compartilha que, após oito anos de profissão no município, decidiu estudar medicina no exterior.

“Juntei dinheiro, me organizei e fui estudar fora. Fiz todos os trâmites legais, terminei os seis anos de curso, voltei, revalidei meu diploma e já estou há dois anos exercendo a profissão. Optei por voltar a Barra do Garças para atuar onde já era reconhecido. Em breve, começarei minha especialização em dermatologia. O importante é sonhar, acreditar, correr atrás e buscar”, conclui.

A Seciteci opera com a missão de oferecer cursos públicos e gratuitos de Educação Profissional e Tecnológica em diversos níveis e modalidades, atendendo às demandas por profissionais qualificados nas diferentes regiões de Mato Grosso.

Jane Lucia de Souza, de 64 anos, também é um exemplo inspirador. Ela começou o curso técnico em Enfermagem em 2022 e está atualmente em estágio, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2024.

“Sempre gostei de cuidar de pessoas. Minha filha dizia que eu não podia ver um doente sem querer ajudar. Quando ela soube do curso de Enfermagem, me matriculou. Agora estou terminando o curso, mas sei que preciso de mais experiência. Não vou parar no que aprendi aqui, quero continuar me aperfeiçoando para fazer o que sempre desejei”, conta Jane.

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Ela destaca como o curso a ajudou a aprimorar seus conhecimentos em saúde. “Antes, ajudava sem me preocupar com a transmissão de doenças, mas agora aprendi métodos para prevenir isso. Era muito audaciosa (ri), gostava de indicar remédios, e minha mãe fazia ‘garrafada’. Hoje vejo que não é só isso”, explicou Jane.

A Escola Técnica Estadual de Cuiabá, por sua vez, oferece 11 cursos técnicos, proporcionando aos alunos uma formação que alia teoria e prática, preparando-os adequadamente para o mercado de trabalho.

Sobre os cursos

Nas dezesseis Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) de Mato Grosso, são oferecidos cursos técnicos em duas modalidades principais: concomitante ao Ensino Médio, voltada para jovens de 15 a 17 anos, e subsequente, direcionada a jovens e adultos que já concluíram o Ensino Médio e desejam obter uma qualificação profissional.

Não há uma idade mínima para inscrição, porém é necessário que o candidato tenha concluído o Ensino Fundamental. As formações oferecidas nas ETEs abrangem diversos eixos tecnológicos, incluindo: Informação e Comunicação, Gestão e Negócios, Recursos Naturais, Saúde e Infraestrutura.

Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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