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Corpo de Bombeiros de MT envia nova equipe para apoiar em operações de buscas no Rio Grande do Sul

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) enviou uma nova equipe formada por 11 bombeiros e quatro cães farejadores, para apoiar as operações de buscas nas cidades atingidas pelo desastre natural no Rio Grande do Sul. A equipe deixou o Estado com destino a Porto Alegre, nesta sexta-feira (07.06).

Os bombeiros seguem por meio terrestre, com previsão de chegada na segunda-feira (10.06). A previsão inicial é que fiquem no Rio Grande do Sul até o dia 21 de junho.

Para apoiar as atividades, a equipe está levando quatro viaturas, sendo uma em especial destinada para o transporte dos cães, além de uma variedade de equipamentos e suprimentos essenciais para as operações de busca, localização e extração de vítimas. Isso inclui materiais de reposição, como uma bateria para um caminhão, e itens de sapa e descontaminação.

O comandante-geral do CBMMT, coronel Alessandro Borges Ferreira, explicou que nas primeiras etapas das ações de resposta às enchentes no Rio Grande do Sul, o foco principal foi estabelecer uma estrutura ágil para realizar o resgate de pessoas ilhadas e atender as necessidades humanitárias imediatas.

“Nessa fase inicial, utilizamos embarcações como barcos e jet skis para acessar os locais de difícil acesso e retirar as pessoas que estavam isoladas pelas inundações. Agora que as águas já baixaram, entramos em uma segunda etapa dos esforços, concentrando nas buscas por vítimas desaparecidas. Para essa tarefa, estamos aumentando o número de profissionais especializados em busca, assim como para lidar com estruturas colapsadas. A ordem do governador é de continuar essas operações até que não seja mais necessário, garantindo que possamos fazer tudo o que for preciso para localizar as vítimas dessa tragédia”, disse o comandante-geral.

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De acordo com o comandante da operação, major André Luiz Dechamps, a equipe está preparada e a meta é ser o mais produtivo possível para alcançar o objetivo da ida, que é prestar o apoio nas operações neste momento tão crítico.

“Estamos com uma equipe bem treinada e preparada para apoiar os esforços de resposta no RS. Embora seja uma área distinta da que estamos acostumados, temos total confiança na capacidade dos nossos militares de contribuir de forma produtiva. E sabemos que o desastre passa por diferentes fases, com a necessidade de uma atuação contínua para solucionar os diversos problemas que surgem. Por isso, a chegada da nossa equipe é fundamental para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo primeiro grupo. Vamos buscar obter todas as informações relevantes e avançar a partir do ponto em que a operação anterior parou, garantindo a efetividade das ações a longo prazo”, falou o major.

Apoio em buscas, combate e salvamento

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT) tem prestado assistência em diversas operações de resgate e combate a emergências, tanto dentro como fora do Estado.

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Em 2023, o CBMMT enviou equipes especializadas, para auxiliar nas buscas e resgates de pessoas desaparecidas no Rio Grande do Sul, após um forte ciclone extratropical atingir a região.

Anteriormente, em 2019, a corporação também participou das operações de resposta ao rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, onde as equipes atuaram nas ações de busca e salvamento.

Já em 2022, o CBMMT deslocou reforços para apoiar as operações após os deslizamentos de terra ocorridos em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Também em 2023, o CBMMT destacou um grupo de bombeiros para colaborar no combate aos incêndios florestais no Canadá.

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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