MATO GROSSO
Sesp inaugura núcleo de operações para treinamento de cães em penitenciária de Sinop
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) inaugurou nesta segunda-feira (10.06) o Núcleo de Operações com Cães na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop (480 km de Cuiabá). O local será utilizado para o treinamento de cães que colaboram em ações das forças de segurança pública.
O Núcleo de Operações com Cães inicia as atividades com três cães prontos para atuação e três em fase de treinamento. No local, sete policiais penais cinotécnicos trabalharão com o adestramento e manutenção dos animais em dedicação exclusiva a fim de aperfeiçoar as atividades com os cães e garantir maior qualidade na prestação de serviços.

Os animais atuam em atividades de resgate, buscas e operações, utilizando suas habilidades sensoriais, como faro e audição, além de sua força e tamanho, possibilitando a localização de drogas durante revistas e na captura de foragidos.
“O Núcleo de Operações com Cães foi criado para melhorar o atendimento ao público em Sinop, bem como nas revistas e inspeções, tanto preventivas quanto em operações, na penitenciária da cidade. A equipe já está em operação e participou de uma ação conjunta com a Polícia Judiciária Civil. O intuito é beneficiar não só a penitenciária de Sinop, mas também a segurança da região como um todo”, destacou o diretor da Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, o policial penal Adalberto Dias.

São 130 m² de construção na área da Penitenciária de Sinop com o investimento de cerca de R$ 230 mil oriundo de parcerias firmadas pelo Estado. A nova estrutura possui ambiente gramado para treinamento, sete baias para cães, salas para atendimento veterinário e procedimento de revistas, alojamento, banheiros e recepção. Para execução dos serviços, a Sesp utilizou 100% da mão de obra de reeducandos.

No evento, além da entrega da estrutura, também foi realizada a aula inaugural do primeiro Curso de Ações Táticas de Sinop. “É com muita alegria que iniciamos as atividades. Em 2023, tivemos a oportunidade de participar do 3º Curso de Cinotecnia da Polícia Penal de Mato Grosso e retornamos com a missão de executar aquilo que aprendemos. Existe uma frase que diz: o que muda na sua vida não é aquilo que você sabe, o que muda na sua vida é aquilo que você coloca em prática. Saímos do curso que durou 30 dias com entusiasmo e vontade de trabalhar e neste ano tivemos o projeto aprovado para a construção do Núcleo e também deste primeiro curso em Sinop”, celebrou o coordenador do Núcleo de Operações com Cães, o policial penal Luiz Carlos Carvalho Amorim.
No total, 35 alunos participarão de 60 horas-aula para se qualificarem em ações táticas com cães, intervenção, busca, captura e outros temas relacionados à segurança pública. “Os alunos que já trabalham com cães irão se aperfeiçoar, e aqueles que ainda não têm experiência, irão adquirir este conhecimento”, explica o coordenador.

MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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