MATO GROSSO
Deputados de MT reforçam apoio a projeto que penaliza aborto após 22 semanas
MATO GROSSO
Da Redação
Os deputados federais por Mato Grosso, José Medeiros (PL) e Coronel Assis (União Brasil), uniram forças com outros parlamentares ao assinar a coautoria do Projeto de Lei 1904/2024, que prevê a prisão de mulheres que realizarem abortos após 22 semanas de gestação, inclusive em casos de estupro.
Com a adesão desses deputados, a proposta agora conta com o apoio de quatro parlamentares do estado.
O projeto foi originalmente apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e contava inicialmente com o apoio de 32 parlamentares, incluindo Abílio Brunini e Coronel Fernanda, ambos do Partido Liberal (PL). Recentemente, o número de coautores cresceu para 56, refletindo o aumento de apoio à medida.
Patrocinado pela bancada evangélica, o texto avançou rapidamente em junho, obtendo aprovação de urgência no Plenário sem análise prévia pelas comissões.
A mobilização contra o projeto tem sido intensa, especialmente entre parlamentares da bancada feminina e movimentos sociais, que pedem o arquivamento do texto.
Em resposta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), anunciou a criação de uma comissão representativa para discutir a proposta no segundo semestre.
“Acrescento o meu lamento que um projeto de lei visando proteger a vida de um bebê que possui todas as características de um recém-nascido, seja relativizado e resumido a uma única questão, importante, mas raríssima de acontecer, cuja a lei já autoriza e define um prazo de gestação para o aborto legal. A intenção do projeto não é minimizar a gravidade do estupro, mas sim reconhecer a severidade da morte do bebê. Ambas as situações são extremamente graves, mas tratam-se de crimes distintos com consequências diferentes. O projeto de lei não tem o intuito de punir indiscriminadamente as mulheres, o foco é a proteção da vida de alguém que independente das circunstâncias em que foi gerado, não pode sob qualquer justificativa pagar com a vida pelo erro de outrem.”
“Não temo nenhum tipo de desgaste, pois acredito que essa seja uma oportunidade de contribuir com essa discussão e defender o principal bem tutelado pelo poder estatal que é a vida. Um tema dessa importância e de impacto na vida das pessoas precisa ser discutido com responsabilidade.
Mas meu posicionamento é de proteção à vida e impedir que se facilite um procedimento tão traumático e arriscado que é o aborto, principalmente após 22 semanas. Também sou coautor do PL 2388/2024 que visa aumentar a pena de prisão para até 40 anos para estupradores. É dever do Estado garantir que esses criminosos sejam penalizados com todo o rigor da lei.”
Enquanto o debate continua, a controvérsia em torno do Projeto de Lei 1904/2024 destaca as profundas divisões sobre o tema do aborto no Brasil, refletindo as tensões entre a proteção da vida e os direitos das mulheres.
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0