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“Dores no corpo no frio não são mito e podem ser evitadas”, alerta ortopedista
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A chegada da frente fria na região Centro-Oeste também requer atenção para prevenir ou aliviar dores corporais. As mudanças no clima, como o ar seco e os ventos fortes, afetam significativamente a circulação sanguínea e as articulações, além dos movimentos da coluna, braços e pernas, como explica o médico ortopedista Fábio Mendonça, cirurgião de coluna vertebral do Hospital HBento.
As dores podem afetar tanto adultos quanto crianças. “É crucial entender a causa das dores, que não são um mito. As pessoas tendem a sentir mais desconforto durante o frio devido a um mecanismo de defesa do organismo. O corpo prioriza órgãos vitais como cérebro, fígado, rins, coração e pulmões”, explicou o médico.
Esta semana, em Mato Grosso, as temperaturas têm variado entre mínimas de 15ºC e máximas de 34ºC, de acordo com o Climatempo. Para se proteger, o corpo naturalmente se contrai.
“Com o frio, os vasos sanguíneos dos braços, pernas, nariz e lábios tendem a se contrair para conservar o calor corporal, o que pode resultar em falta de oxigênio e nutrientes na região central, levando a dores e até tremores”, alertou o especialista.
Outro ponto de preocupação são as articulações, onde o líquido sinovial pode engrossar com a queda de temperatura, causando rigidez e dor.
CUIDADOS
Para aliviar essas dores, medidas simples como usar luvas, botas e meias adequadas, além de evitar exposição ao frio e ao vento, são recomendadas. A prática regular de exercícios leves, como caminhadas, e hidroginástica em água aquecida também podem ser benéficas. Caso as dores persistam, é aconselhável procurar um médico especialista para tratamento e prevenção de complicações futuras.
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Quando o crédito vira sobrevivência
Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.
Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.
O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.
Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.
Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.
Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.
Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.
Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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