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Delegada critica falhas no sistema após decisão de prisão de tenente-coronel acusado de assédio sexual na PM de MT”

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A delegada Jannira Laranjeira apontou falhas graves no sistema institucional que deveria proteger vítimas de assédio sexual e punir rapidamente os responsáveis. Em um comentário no Instagram, ela criticou a decisão do governador Mauro Mendes de aplicar apenas 15 dias de prisão administrativa ao tenente-coronel Joel Outo Matos, acusado de exigir sexo para não expulsar mulheres da Polícia Militar de Mato Grosso. A sanção foi imposta seis anos após as denúncias de assédio, que ocorreram entre 2016 e 2018, e só concluída em 2024, conforme o Diário Oficial.

Para a delegada, a demora no processo é uma demonstração de ineficiência e negligência institucional, que perpetua o sofrimento das vítimas e transmite uma mensagem de impunidade quando o agressor é uma figura de autoridade. Jannira destacou que, durante o período das investigações, o oficial foi promovido e chegou à reforma, o que agravou ainda mais o sentimento de injustiça. Em sua opinião, a punição de apenas 15 dias é desproporcional à gravidade dos crimes cometidos e reforça a necessidade urgente de revisão das políticas internas da Polícia Militar para lidar com casos de abuso de poder e assédio sexual.

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Laranjeira defendeu que o sistema deve oferecer respostas rápidas e justas, acolhendo as vítimas e evitando que processos se arrastem por anos, permitindo que agressores permaneçam em posições de poder. Ela concluiu afirmando que é necessário avançar na luta contra o assédio sexual, especialmente em ambientes hierárquicos, onde o poder pode ser usado para intimidar e coagir, e que as punições simbólicas não são suficientes para combater esse tipo de abuso.

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A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva

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Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.

Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.

A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.

“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”

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Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.

Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.

A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.

“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.

Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.

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Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.

Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.

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